O controlador do Estado de Israel, Yosef Shapira, que fiscaliza as decisões de organismos públicos, investigará as decisões da ministra de Cultura e Esportes, Miri Reguev, relacionadas ao amistoso de futebol contra a Argentina, previsto para sábado (9) e que foi cancelado.
Em um primeiro momento, seu escritório informou que investigaria a distribuição de ingressos, depois de queixas porque somente um terço das entradas foi disponibilizado para venda (esgotaram em 20 minutos). Agora, investigará também todo o processo de tomada de decisões sobre a partida e sua mudança de Haifa para Jerusalém, informou nesta quinta-feira (7) a emissora de rádio Kan.
Veículos de imprensa israelenses consideram que a mudança de localização foi feita para utilizar a partida como cunho político (promovendo a aceitação internacional de Jerusalém como capital do país) e que foi um dos fatores que levaram ao cancelamento.
Reguev havia afirmado, antes da suspensão, que a partido não poderia ser realizada em outro lugar além de Jerusalém, a incluiu nas celebrações do 70° aniversário do país e afirmou que Messi iria beijar o Muro das Lamentações, situado no território palestino ocupado de Jerusalém Leste.
Ontem, após as críticas recebidas, a ministra rejeitou as acusações e disse que o único motivo para o cancelamento foram as “ameaças de morte terroristas” contra o jogador Lionel Messi e sua família.
“Não confundam, não é uma atividade do BDS (campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções a Israel), isto é outra forma de terrorismo”, denunciou em uma conferência de imprensa em Tel Aviv.
(AGÊNCIA BRASIL)












