
NACIONAL – Com planejamento para o retorno das aulas presenciais, 16 das 27 unidades da federação não sabem quantos dos professores de suas redes de ensino têm mais de 60 anos ou comorbidades que podem agravar os sintomas do coronavírus. Os estados que fizeram esse levantamento identificaram que até 40% de seus docentes estão neste grupo.
A grande proporção de professores em grupo de risco e que não poderão retornar às escolas fez com que estados e municípios iniciassem a contratação de novos docentes de forma emergencial ou por concursos públicos realizados anteriormente. Alguns estados irão adotar o modelo híbrido (ou seja, com aulas presenciais e atividades a distância) quando o retorno for possível. Mesmo assim, precisarão contratar alguns profissionais.
Para especialistas e sindicatos de professores, é alarmante o número de estados que nem ao menos sabe quantos dos profissionais da educação não poderiam retornar às escolas neste momento. Segundo eles, a falta de um levantamento indica a falta de organização para a reabertura.
Para Heleno Araújo, presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), esse tipo de informação deveria ser levantada com antecedência, já que ela pode implicar em uma nova demanda financeira, com a contratação de substitutos. “Um diagnóstico bem feito, tanto do ponto de vista da saúde, como financeiro, passa inicialmente por conhecer quem são os seus servidores”, afirmou.
(Folha de São Paulo)












