Perto da vitória, Biden pede união e promete lutar contra Covid-19

sábado, 7 de novembro de 2020 às 13:22
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O candidato democrata Joe Biden, que está prestes a conquistar a Casa Branca, pediu união nesta sexta-feira (6) aos americanos e prometeu que não perderá tempo diante da Covid-19. O país registrou um recorde de novos casos da doença pelo terceiro dia consecutivo, com 127 mil contaminações nas últimas 24 horas.

Foto: AP – Carolyn Kaster

“É hora de nos unirmos como nação”, disse Biden, em um discurso em sua cidade natal, Wilmington, no estado de Delaware, acompanhado de sua vice-presidente, a senadora Kamala Harris.  “Minha responsabilidade como presidente será representar o país”, disse o democrata. O tom apaziguador contrasta com o do governo Trump, marcado por provocações.

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Biden indicou que ele e Kamala já haviam se reunido com especialistas para discutir como conter o forte aumento dos casos de Covid-19 no país, o mais atingido pela pandemia no mundo. “Quero que todos saibam que, desde o primeiro dia, colocaremos em prática nosso plano para controlar esse vírus”, garantiu. “Isso não pode trazer de volta nenhuma das vidas perdidas, mas irá salvar muitas nos próximos meses.”

O candidato democrata está próximo da vitória, mas a apuração lenta dos votos ainda não foi concluída, gerando suspense nos Estados Unidos e no mundo, três dias após o fechamento das urnas. Trump advertiu nesta sexta-feira que seu rival não deveria reivindicar uma vitória eleitoral de maneira precipitada.

Trump promete briga na Justiça

No Twitter, Trump deixou claro que contestaria os resultados na Justiça. “Os processos judiciais estão apenas começando!”, alertou. O juiz Samuel Alito, da Suprema Corte de Justiça americana, negou nesta sexta-feira um pedido dos republicanos da Pensilvânia para interromper a apuração dos votos recebidos após o dia das eleições. Ele pediu, no entanto, que os votos que chegaram depois do dia 3 sejam separados, confirmando uma decisão anterior tomada por autoridades eleitorais daquele estado.

Biden, 77 anos, continuava a crescer na Pensilvânia, onde Trump venceu há quatro anos. O candidato democrata liderava o presidente republicano por uma margem estreita, que, provavelmente, exigirá uma recontagem. A vantagem de Trump foi diminuindo em vários estados quando começaram a ser contados os votos pelo correio, que bateram recorde por conta da pandemia de Covid-19.

Em um comunicado divulgado neste sábado (7), Trump pareceu mais moderado, após ter feito acusações de fraude. O presidente americano se declarou vencedor horas após o fechamento das urnas. No entanto, ele continua suas ameaças de que entraria na Justiça para contestar supostos votos “ilegais”.

Os advogados de Trump iniciaram várias ações legais para contestar a apuração de votos em vários estados. Os democratas acreditam que essas alegações são infundadas, mas esses recursos podem atrasar a aprovação dos resultados por dias ou semanas.

“Presidente eleito”

A presidente da Câmara dos Representantes e líder dos democratas no Congresso, Nancy Pelosi, referiu-se a Biden neste sábado como “presidente eleito”, dizendo que “está clara” sua vitória. Mas a disputa ainda continua acirrada.  De acordo com as últimas projeções, Biden tem 264 grandes eleitores contra 214 para Trump, de um total de 538 – são necessários 270 para um candidato ser eleito presidente dos Estados Unidos.

Com a atitude de Trump, o temor por distúrbios sociais cresceu, em um país cada vez mais polarizado. O dispositivo de segurança do Serviço Secreto em torno de Biden será reforçado, informou o Washington Post.

(MSN – Com informações da AFP)

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