Taxa Selic atual é a menor da história

quinta-feira, 18 de junho de 2020 às 15:11
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Foto: iStock/Getty Images

NACIONAL – Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a taxa básica de juros em 0,75 ponto, reduzindo a Selic a 2,25% ao ano. Foi o oitavo corte consecutivo desde agosto do ano passado. Antes, houve 16 meses de estabilidade. Essa é a taxa de referência mais baixa da série histórica. A queda já era esperada por analistas econômicos devido aos efeitos da crise econômica provocada pela pandemia de covid-19.

O Banco Central também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário que utiliza câmbio fixo e juros do mercado financeiro, a projeção para o IPCA em 2020 caiu de 2,4% para 2,00%. Para 2021, a previsão passou de 3,4% para 3,2%.

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Na justificativa de sua decisão, o Copom avalia que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia. “O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”, diz trecho da nota.

Veja as alegações do Copom

A atualização do cenário básico do Copom, decidida em sua 231ª reunião, pode ser descrita com as seguintes observações:

• No cenário externo, a pandemia da covid-19 continua provocando uma desaceleração pronunciada do crescimento global. Nesse contexto, apesar da provisão significativa de estímulos fiscal e monetário pelas principais economias e de alguma moderação na volatilidade dos ativos financeiros, o ambiente para as economias emergentes segue desafiador;

• Em relação à atividade econômica, a divulgação do PIB do primeiro trimestre confirmou a sua maior queda desde 2015, refletindo os efeitos iniciais da pandemia. Indicadores recentes sugerem que a contração da atividade econômica no segundo trimestre será ainda maior. Prospectivamente, a incerteza permanece acima da usual sobre o ritmo de recuperação da economia ao longo do segundo semestre deste ano;

• O Comitê avalia que diversas medidas de inflação subjacente se encontram abaixo dos níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária;

• As expectativas de inflação para 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 1,6%, 3,0% e 3,5%, respectivamente;

• No cenário híbrido, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio constante a R$ 4,95/US$*, as projeções do Copom situam-se em torno de 2,0% para 2020 e 3,2% para 2021. Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2020 em 2,25% a.a. e se eleva até 3,00% a.a. em 2021;

• No cenário com taxa de juros constante a 3,00% a.a. e taxa de câmbio constante a R$4,95/US$*, as projeções situam-se em torno de 1,9% para 2020 e 3,0% para 2021.

O Comitê ressalta que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções.

(Congresso em Foco)

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