Após exoneração de delegados regionais, cúpula da Segurança Pública do Tocantins pede demissão

terça-feira, 20 de novembro de 2018 às 09:53
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O secretário Fernando Ubaldo Monteiro pediu demissão nessa segunda-feira (19). Foto: Paulo Palmares / VB

PALMAS – Depois da exoneração do cargo de chefia de 12 delegados regionais da Polícia Civil do Tocantins, a cúpula da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) pediu demissão nessa segunda-feira (19). A saída do secretário Fernando Ubaldo Monteiro e mais sete servidores que ocupavam cargos no primeiro escalão da SSP foram informadas ao governador Mauro Carlesse (PHS) por meio de ofício. O secretário de Cidadania e Justiça, Heber Luis Fidelis, vai responder interinamente pela Segurança Pública a partir desta terça-feira (20).

A exoneração da cúpula da SSP foi publicada no Diário Oficial da noite segunda-feira (19), após o governador aceitar aos pedidos de exoneração. Além do secretário Fernando Ubaldo, pediram exoneração dos cargos de chefia o subsecretário, Wlademir Costa Oliveira; o delegado geral, Vinicius Mendes de Oliveira; o gerente de operação, Wanderson Chaves de Queiroz; a diretora de Inteligência e Estratégia Luciana, Coelho Midlej; o diretor da academia de polícia, Marcelo Santos Falcão Queiroz; a diretora de polícia da capital, Antônia Ferreira dos Santos; e o diretor de Polícia do Interior, Marcio Girotto Vilela.

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Por meio de nota, o Governo do Tocantins informou que acatou os pedidos de exoneração e prosseguirá com a reformulação administrativa iniciada na sexta-feira (16), quando exonerou os 12 delegados regionais e outros servidores, visando o equilíbrio das contas públicas.

“A estimativa para o próximo ano é de uma economia em torno de R$ 12 milhões com a redução de cargos em comissão e de funções comissionadas em todas as pastas. A troca de ocupantes de cargos em comissão, de livre nomeação e exoneração, é uma prerrogativa exclusiva do Governador do Estado. E sempre que houver a necessidade de substituição, será realizada dentro dos parâmetros constitucionais”, diz a nota do governo.

Na nota, o governo garante que os cargos da SSP serão ocupados por profissionais do setor, assegurando a sequência dos trabalhos iniciados e mantendo a normalidade dos serviços.

Entenda o caso

Na última sexta-feira (16), o Governo do Tocantins exonerou 12 delegados regionais dos cargos de chefia, entre eles os delegados de Araguatins e Tocantinópolis. Também está na lista Bruno Boaventura, delegado responsável por coordenar investigações contra o pai do deputado estadual Olyntho Neto (PSDB), que era líder do governo, mas também renunciou a posição nesta segunda-feira (19) depois do escândalo envolvendo a família dele e o governo.

O deputado e o pai dele, o ex-juiz eleitoral João Olinto, estariam envolvidos com um galpão irregular na cidade de Araguaína onde foram encontradas quase 200 toneladas de lixo hospitalar descartados de forma irregular. O pai do parlamentar seria um dos sócios da empresa contratada sem licitação para recolher o lixo hospitalar de hospitais do estado. O contrato era no valor de R$ 500 mil por mês. João Olinto e duas sócias da empresa Sancil Sanantonio tiveram a prisão decretada e são considerados foragidos.

O Ministério Público Estadual instaurou dois inquéritos para apurar a exoneração dos delegados regionais da Polícia Civil. Uma das investigações foi aberta pela promotoria de justiça em Palmas e a outra em Gurupi. Um dos inquéritos foi instaurado para investigar se a exoneração do delegado Bruno Boaventura foi por motivações políticas, “em retaliação ao trabalhado desenvolvido pela referida autoridade policial, especialmente em razão de diligências investigativas envolvendo parentes do deputado estadual Olyntho Neto”.

 

 

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