Augustinópolis se despede da professora, cantora e escritora Dorinha Marques

segunda-feira, 30 de março de 2026 às 11:07
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Douralice Rodrigues Marques (Dorinha Marques), era professora, cantora e escritora. – Foto: Arquivo pessoal

AUGUSTINÓPOLIS – Augustinópolis amanheceu em luto neste domingo (29) com a notícia da morte da professora, cantora e escritora Douralice Rodrigues Marques, conhecida artisticamente como Dorinha Marques. Ela faleceu por volta das 12h40, após enfrentar complicações cardíacas.

Dorinha estava internada inicialmente no Hospital Regional de Augustinópolis e, devido ao agravamento de seu quadro de cardiopatia, foi transferida para o Hospital Regional de Araguaína, onde permaneceu por 25 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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O velório ocorre em sua residência, localizada na Rua Presidente Kennedy, em frente à Escola Presidente Kennedy, em Augustinópolis. O sepultamento está previsto para as 16h desta segunda-feira (30).

Trajetória de vida

Natural do Piauí, Douralice Rodrigues Marques era filha de Francisco Marques de Sousa e Arcângela Rodrigues de Sousa (in memoriam). Cresceu em uma família numerosa, com sete irmãos. Entre eles, Maria e José já falecidos, além de Cristina, Antônio, Antônia e Josefa.

Ainda jovem, mudou-se para Goiás, onde se casou com José Matias. Dessa união nasceu o filho Wagno Marques, que constituiu família com Wilândia. Dorinha deixa também os netos Maysa Giovana e Matheus Washington.

Carreira na educação

Com uma sólida formação acadêmica, Dorinha construiu uma longa trajetória na educação. Estudou Contabilidade no Colégio Estadual Helvídio Nunes, em Teresina (PI), e concluiu o Magistério no Colégio Presidente Juscelino Kubitschek, em Itinga (MA). Também realizou pós-graduação em gestão educacional e metodologia de ensino em ciências humanas, história e geografia, além de cursos de capacitação para gestores escolares e formação em Filosofia, na Paraíba.

Ela atuou por muitos anos na rede pública de ensino do Tocantins, onde se aposentou como professora. Mesmo após a aposentadoria, manteve-se ativa em projetos culturais, educacionais e sociais.

Vida artística e produção cultural

Paralelamente à carreira na educação, Dorinha Marques desenvolveu uma intensa produção artística. Gravou um CD autoral intitulado “Suplício”, composto por 14 músicas que transitam por ritmos como xote, brega, forró e reggae. Entre os destaques está a canção “Segura o Forró”. Apesar de ter realizado apresentações, não chegou a seguir carreira profissional na música de forma contínua.

Após essa fase, passou a se dedicar mais intensamente à literatura. É autora de obras como “A Menina Pobre”, “O Homem que Morreu em Lua de Mel”, Amigo Inesquecível e Revelando Verdades. Também escreveu roteiros para um filme, intitulado “Estudo é Vida”, e para a novela “Dinheiro Complicado”.

Integrante da Academia de Letras e Artes do Bico do Papagaio (ALABIP), ocupava a cadeira de número 10, tendo como patronos Adalberto Franklin e Cecília Meireles.

Legado literário e social

Reconhecida como uma contadora de histórias, Dorinha Marques marcou leitores com narrativas que mesclavam elementos do cotidiano com traços de imaginação. Seus textos, voltados especialmente ao público jovem, buscavam transmitir valores éticos e morais, sempre com mensagens de esperança e superação.

Além da atuação cultural, também se destacou pelo trabalho social. Em 2010, criou o projeto “Dorinha Marques Ação Solidária”, com o objetivo de apoiar estudantes em situação de vulnerabilidade. A iniciativa chegou a beneficiar cerca de 200 alunos, com distribuição de presentes natalinos em diversas escolas de Augustinópolis.

Despedida

A morte de Dorinha Marques representa uma perda significativa para a educação, a cultura e a comunidade de Augustinópolis. Sua trajetória deixa como legado o compromisso com o ensino, a arte e a transformação social.

Ênio Pitagora/Redação

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