AUGUSTINÓPOLIS – Nem a chuvinha insistente conseguiu atrapalhar o espetáculo — ou melhor, o show de humor involuntário — protagonizado por Canelas e Pernas de Pau, que se enfrentaram pela 11ª vez no campo do bairro São Pedro. O placar até importou (4×2 para os Pernas de Pau), mas o verdadeiro resultado foi outro: risadas em abundância e a bola pedindo socorro do primeiro ao último minuto.
Pontualmente atrasados, como manda a tradição dos atletas de fim de ano, os jogadores entraram em campo prontos para exibir um repertório técnico que misturou improviso, falta de fôlego e muita criatividade para errar passes simples. A proposta, desde o apito inicial (quando houve apito), era clara: habilidade e tática ficaram no vestiário; diversão e confraternização foram titulares absolutos.
O nível técnico do escrete foi, para dizer o mínimo, “desafiador”. Domínios de bola que fugiam do pé, chutes que assustavam mais a torcida do que o goleiro e jogadas desastradas arrancaram gargalhadas constantes das torcidas. Tudo dentro do esperado — e desejado — para um jogo onde o lema é “errar faz parte do espetáculo”.
Quanto às regras, elas até existem… em algum lugar. Aplicadas de forma flexível — ou solenemente ignoradas — prevaleceu o chamado “futebol raiz”, aquele em que o bom humor apita mais alto que o juiz. Faltas duvidosas, laterais imaginários e impedimentos filosóficos fizeram parte do enredo.
As famosas “caneladas” marcaram presença, assim como os choques entre jogadores que pareciam estar se conhecendo pela primeira vez — apesar de muitos já terem dividido campo em edições anteriores. Entre os mais de 30 atletas, a maioria demonstrou grande dificuldade para chutar, passar ou simplesmente decidir o que fazer com a bola, o que resultou em trombadas, tropeços e faltas cometidas mais por falta de coordenação do que por maldade.
No apito final, vitória dos Pernas de Pau por 4×2 e, logo depois, o momento mais aguardado por muitos: o almoço de confraternização. A resenha seguiu animada, regada a música, comida de qualidade e histórias que, claro, melhoraram bastante em relação ao que realmente aconteceu em campo.

O evento foi organizado pelo ex-vereador Jarbas Andrade, o Cabeção, e pela vereadora Solange do Donizete. Além dos “craques” de sempre, prestigiaram a partida o prefeito de Augustinópolis, Roni Teodoro; os ex-prefeitos Paulinho Gomes (Tocantinópolis) e Ho Che Mim Araújo (Praia Norte); vereadores, populares e o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres.
No fim das contas, ninguém saiu lesionado — apenas a bola, que segue em observação. E que venha a 12ª edição.
(Redação Voz do Bico)












