[ENTREVISTA] A alimentação adequada para o ganho de massa muscular

sexta-feira, 24 de setembro de 2021 às 16:16
Bárbara também usa seus conhecimentos para entrar em forma. Fotos: Arquivo pessoal.

Muitos biquenses têm o hábito de frequentar a academia para manter a saúde e a boa forma, mas se o cuidado com a alimentação não for constante, os esforços nos exercícios podem não surtir o efeito esperado. Pensando nisso, a acadêmica de Nutrição augustinopolina Bárbara Sousa deixou algumas dicas de como se alimentar para o ganho de massa muscular.

Para começar, é importante ter em mente que tudo em excesso pode fazer mal, inclusive o consumo da proteína, famosa por ser a responsável pela construção do músculo. Uma boa quantidade de proteína a ser consumida diariamente é 2 gramas por cada quilo do peso corporal. Ou seja, se alguém pesa 50kg, deve consumir até 100g de proteína por dia. Mais do que isso pode ser prejudicial para o estômago e os rins. Além das fontes de proteína animal (carnes, leite e ovos, por exemplo), há as fontes vegetais (oleaginosas, leguminosas, grãos etc.). Os carboidratos integrais e as gorduras insaturadas também têm um importante papel na manutenção da saúde e, portanto, não podem ser ignorados.

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“Gorduras são essenciais para o nosso corpo, são responsáveis pela manutenção dos hormônios e a saúde do nosso cérebro. Diferentemente do que muitos pensam, nosso cérebro é construído de gorduras saudáveis, e não 100% de água. Não zere nenhum desses três macronutrientes (carboidrato, gordura e proteína), todos são necessários”, diz Bárbara.

As gorduras saudáveis estão no abacate, amendoim, castanhas em geral e azeite extra virgem, por exemplo. Deve-se ter cuidado ao comprar azeite, verifique se o recipiente é escuro e se a marca é confiável. Para saber isso, é só pesquisar pela empresa no  site proteste.org.br. É recomendável consumir somente o azeite extra virgem, pois é o mais puro e saudável. Outra boa fonte de gordura é o peixe, de preferência os peixes gordos, aqueles que têm a carne com cor mais forte, pois eles possuem mais ômega-3.

Quanto às escolhas para cada refeição, a acadêmica explica que “não existe alimento perfeito para tal horário, como pré e pós-treino, antes de dormir ou ao acordar. Entenda a sua necessidade no momento: se você vai treinar, precisa de energia, que no caso são os carboidratos. Vale lembrar que carboidrato tem um detalhe chamado índice glicêmico, é o tempo que o alimento leva para entrar na sua corrente sanguínea. Fibras são mais lentas na hora da digestão, não é interessante no pré ou pós treino. Antes do treino você precisa de alimentos com índice glicêmico alto: pão, tapioca, arroz. Já se você consumir arroz com frango, o índice glicêmico do arroz muda, pois a proteína do frango retarda a digestão”.

Por fim, os micronutrientes também não podem ser deixados de lado, pois eles são essenciais para a saúde. Frutas, legumes e verduras devem ser consumidos diariamente. “A importância dos vegetais na nossa alimentação são as vitaminas e minerais que esses alimentos nos trazem. Algumas pessoas pensam que tomar multivitamínico é melhor do que comer vegetais, mas isso não é verdade. Frutas têm fibras e isso é muito importante para o nosso intestino. Maçã, banana, uva, morango são excelentes para o ganho de massa muscular. Lembrando que esses alimentos são importantes também para a nossa imunidade; se você não tem uma imunidade boa, você não come bem e não treina bem”, completa Bárbara.

Aqueles que desejam ter uma dieta mais saudável podem se beneficiar fazendo uma transição lenta. “Todo alimento pode ser encaixado na sua dieta se você entender o processo e criar o ambiente para isso. A melhor dieta do mundo é a que você consegue fazer. Além disso, lembre-se de que a vida não é só estética”, finaliza.

(Ionnara Lima – Voz do Bico)

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