Esperança Martins supera lesão e percurso desafiador para conquistar pódio no Maranhão

quinta-feira, 13 de agosto de 2026 às 17:26
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Foto: Divulgação/ Arquivo pessoal

Sem preparação prévia e enfrentando um trajeto de alta exigência física, Esperança Martins Rodrigues, de 64 anos, garantiu o 3º lugar nos 12km do Desafio do Cerrado.

AUGUSTINÓPOLIS/RIACHÃO-MA – Aos 64 anos, a atleta amadora augustinopolina Esperança Martins Rodrigues protagonizou mais uma história de superação no esporte regional. No último dia 2 de agosto, Esperança encarou os 12 km do Desafio do Cerrado, prova realizada na região do Poço Azul, no município de Riachão (MA), e conquistou a 3ª colocação em sua categoria.

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O percurso foi marcado por um alto grau de dificuldade técnica, exigindo resistência dos participantes em meio à areia fofa, trechos pedregosos, aclives intensos e até a travessia de um lago. Apesar dos obstáculos, a corredora concluiu o trajeto em pouco mais de duas horas.

“O percurso foi realmente desafiador, com muita areia, pedras, altos e baixos e travessia de lago. Foi muito legal; apesar das dificuldades encontradas no caminho, segui firme no propósito e consegui realizar a prova em segurança”, declarou a atleta à redação do Portal Voz do Bico.

Foto: Divulgação/ Arquivo pessoal

A conquista ganha ainda mais relevância diante da rotina atípica da competidora. Sem realizar treinamentos específicos ou fazer uso de suplementação como carboidrato em gel e pré-treinos — alimentando-se apenas de água durante as provas —, Esperança viajou durante a madrugada e chegou ao local da competição por volta das 4h da manhã, poucas horas antes da largada.

Além do desgaste da viagem, a atleta revelou que disputou a prova enfrentando limitações físicas. Esperança sofreu uma distensão no nervo da coxa direita e, como medida de precaução para evitar o agravamento da lesão, permanece afastada dos treinos semanais.

Apesar de ter recebido a premiação após a cerimônia oficial do pódio — entregue posteriormente pela esposa do organizador do evento —, a atleta ressaltou que a premiação material fica em segundo plano.

“Não recebi meu troféu no pódio […], mas eu não viso troféus e sim a realização da prova. Sobre minha conquista com o troféu de terceiro lugar na categoria, fiquei super feliz e realizada, porque até chegar ao local da corrida foi difícil”, pontuou.

Demonstrando a simplicidade que marca sua trajetória no esporte amador, a augustinopolina reforça que sua principal motivação é o prazer de correr e superação dos próprios limites a cada novo desafio.

Pulinho para foto, já se tornou uma marca da atleta augustinopolina durante percurso dos eventos de corrida. – Foto: Divulgação/ Arquivo pessoal
Foto: Divulgação/ Arquivo pessoal

(Redação Voz do Bico)

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