Projeto escolar no Colégio Militar de Buriti une literatura e cidadania no combate à violência contra a mulher

quarta-feira, 7 de outubro de 2026 às 10:12
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Ação desenvolvida com turmas da 1ª série do Ensino Médio combinou análise do clássico “Clara dos Anjos”, produção de podcasts e julgamento simulado para debater respeito, apoio e direitos das mulheres. – Fotos: Divulgação/CMTO BURITI – XXVII

BURITI – Estudantes da 1ª série do Ensino Médio do Colégio Militar de Buriti CMTO BURITI – XXVII, participaram do projeto pedagógico intitulado “Nós não somos nada – O silenciamento das Claras e o fim da impunidade: Literatura e Cidadania no Combate à Violência Contra a Mulher”. Sob a coordenação das professoras de Linguagens Francinilde Furtado e Neonaira Reis, a iniciativa promoveu o protagonismo juvenil por meio da reflexão social, da análise literária e da conscientização sobre a igualdade de gênero.

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A proposta tomou como ponto de partida o romance Clara dos Anjos, obra do escritor pré-modernista Lima Barreto. A partir da trajetória da protagonista — marcada pelo preconceito, pela manipulação psicológica e pelo abandono —, os alunos foram incentivados a analisar os desdobramentos do abuso antes mesmo de manifestações físicas de violência. Ao contraporem o contexto histórico do livro com a realidade atual, os participantes debateram até que ponto a vulnerabilidade social e emocional retratada na ficção reflete os desafios enfrentados por jovens contemporâneas.

Além de orientar as estudantes sobre redes de apoio e mecanismos de defesa contra relações abusivas, o trabalho pedagógico envolveu ativamente os rapazes da instituição. Inspirados em passagens da narrativa literária em que a proteção familiar se faz necessária, a atividade estimulou nos alunos a compreensão sobre o respeito, a responsabilidade coletiva e o dever de combater atitudes machistas.

Ao longo do projeto, os estudantes realizaram pesquisas sobre figuras históricas do movimento de direitos das mulheres, gravaram episódios de podcasts temáticos e organizaram apresentações teatrais. O encerramento das atividades contou com a realização de um Júri Simulado, no qual o personagem Cassi Jones foi submetido a um julgamento fundamentado na legislação brasileira atual. A condenação simbólica do personagem mobilizou a plateia e marcou o encerramento do ciclo de debates.

A ação envolveu a comunidade escolar, incluindo a direção, coordenações, orientação pedagógica, auxiliares e estudantes das demais turmas do Ensino Médio, que participaram da votação e da composição do corpo de jurados. A experiência reforçou o papel transformador da literatura na formação do pensamento crítico e no engajamento dos jovens para a prevenção da violência contra a mulher.

(Redação Voz do Bico, com informações da Assessoria)

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