São Miguel: Polícia Civil prende o último suspeito de megaoperação nacional contra crimes cibernéticos

sábado, 6 de junho de 2026 às 09:01
802
Homem é suspeito de integar uma organização criminosa que atua em vários estados brasileiros – Foto: Divulgação PCTO

SÃO MIGUEL – A Polícia Civil do Estado do Tocantins prendeu, na tarde da última quarta-feira (3), o último investigado que estava foragido no âmbito da Operação “Njord” — uma grande ação nacional de combate a crimes digitais. O jovem G.N.S., de 22 anos, foi localizado e detido pelas equipes da 16ª Delegacia de Polícia Civil em São Miguel do Tocantins.

A ofensiva é coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) da Polícia Civil de Goiás e mira uma organização criminosa especializada em invasão de dispositivos informáticos, fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. O suspeito foi alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara das Garantias da Comarca de Goiânia (GO).

Publicidade

A prisão foi coordenada pelo delegado-chefe da 16ª DP, Antônio Bandeira, e faz parte do desdobramento da operação nacional deflagrada anteriormente nos estados de Goiás, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, ocasião em que foram cumpridos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar, além do bloqueio judicial de bens e valores superiores a R$ 1,9 milhão.

Na primeira fase da operação, a Polícia Civil do Tocantins havia cumprido quatro mandados de prisão preventiva nas cidades de São Miguel do Tocantins e Maurilândia do Tocantins, além de prestar apoio operacional às equipes da Polícia Civil de Goiás. Paralelamente, outros investigados também foram presos na cidade de Imperatriz-MA, reforçando a integração interestadual das forças de segurança.

Segundo as investigações conduzidas pela DERCC/PCGO, a organização criminosa utilizava sofisticado esquema de phishing bancário, por meio da criação de páginas falsas de instituições financeiras digitais impulsionadas em plataformas de busca na internet. Após capturar as credenciais bancárias das vítimas, os criminosos assumiam o controle das sessões eletrônicas e realizavam transferências financeiras fraudulentas, especialmente via PIX.

As apurações também apontaram movimentações financeiras suspeitas superiores a R$ 4,8 milhões, além da existência de uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções voltadas à fraude eletrônica, movimentação financeira ilícita e lavagem patrimonial.

Após os procedimentos legais, o preso será encaminhado à Unidade Penal de Augustinópolis-TO, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

A Polícia Civil reforça a orientação para que a população evite acessar instituições financeiras por meio de links patrocinados ou encaminhados por mensagens, conferindo sempre o endereço eletrônico oficial das plataformas utilizadas.

(DICOM SSP-TO)

-- Publicidade --