
AUGUSTINÓPOLIS – O Supermercado Irmão Sousa, localizado no setor mercado de Augustinópolis, emitiu uma nota oficial de esclarecimento sobre as imagens de moscas em seu açougue que repercutiram recentemente. No documento enviado à redação do Voz do Bico, a empresa afirma que não houve comercialização de carnes na data do registro (04/01/2026) e defende que qualquer questionamento sobre a higiene do local deve ser restrito ao crivo dos órgãos sanitários oficiais.
Negativa de Comercialização
Conforme a gerência do estabelecimento, o setor de açougue não estaria operando plenamente entre o final de dezembro e o início de janeiro. A nota reforça que, desde o dia 30/12/2025, não houve recebimento nem venda de carnes na unidade devido à falta de fornecimento. Segundo a empresa, seus controles internos de estoque e vendas corroboram essa afirmação.
A declaração diverge das informações apresentadas pela denunciante, que registrou as imagens contendo dados de geolocalização (GPS). O registro digital aponta que as fotos foram tiradas em tempo real nas dependências do mercado no dia citado.
A estratégia defensiva da empresa baseia-se na premissa da legalidade técnica. Na nota, o supermercado pontua que registros feitos por consumidores em redes sociais não possuem validade para confirmar irregularidades sanitárias. A empresa enfatiza que:
Apenas inspeções presenciais e laudos técnicos de órgãos como a Vigilância Sanitária possuem competência legal para atestar a situação do local.
Confira nota abaixo:

A empresa aguarda com “tranquilidade” uma eventual fiscalização oficial, afirmando estar à disposição para colaborar com apurações formais.
Apesar da empresa transferir a responsabilidade da prova para a fiscalização municipal, a resposta oficial da Prefeitura de Augustinópolis ainda é inexistente. A redação do Voz do Bico procurou a Ouvidoria do município e solicitou informações à Vigilância Sanitária sobre possíveis vistorias no estabelecimento, mas, até o momento, os e-mails e pedidos de nota não foram respondidos.
O cenário atual deixa o consumidor em um vácuo informativo, onde a empresa se resguarda na necessidade de um laudo técnico oficial, enquanto o órgão responsável pela emissão de tal documento não se manifesta sobre o caso.
(Redação Voz do Bico)












