Tocantins reforça biosseguridade avícola e blindagem sanitária destaca a região do Bico do Papagaio

quinta-feira, 29 de outubro de 2026 às 11:58
216
A Adapec orienta que, mesmo livre da doença, é fundamental que o produtor mantenha as medidas de biosseguridade em seu plantel de aves. – Foto: Lenito Abreu/Governo do Tocantins

BICO – Diante da confirmação de três focos da Doença de Newcastle (DN) no estado de Santa Catarina pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Governo do Tocantins, por intermédio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), intensificou as ações de vigilância e prevenção em todo o território estadual. Embora o Tocantins mantenha o status oficial de área livre da enfermidade, as autoridades sanitárias reforçam os protocolos de biosseguridade, com atenção especial a polos estratégicos da avicultura comercial, a exemplo da região do Bico do Papagaio — onde está situada, no município de Darcinópolis, uma das maiores e mais expressivas granjas do estado.

A estratégia de prevenção do governo tocantinense apoia-se em um plano contínuo de monitoramento do plantel de aves e em estudos sorológicos periódicos. Segundo o gerente de Sanidade Animal da Adapec, Sérgio Liocadio, o trabalho de campo inclui também a fiscalização constante em áreas estratégicas de pouso de aves migratórias e silvestres, vetores em potencial da doença.

Publicidade

“Iniciamos um novo estudo sorológico, que está em andamento e tem como objetivo a detecção precoce de eventuais casos nas populações de aves domésticas, além da comprovação da ausência dessa enfermidade e também da Influenza Aviária na avicultura tocantinense”, explicou Liocadio.

A presença de grandes empreendimentos avícolas no Bico do Papagaio eleva a responsabilidade do setor produtivo local. Em Darcinópolis, a magnitude do plantel exige rigor absoluto na aplicação das normas sanitárias para proteger a cadeia produtiva e resguardar a economia regional de eventuais embargos ou prejuízos operacionais.

O que é a Doença de Newcastle?

A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres de diferentes espécies e idades. Em sua forma virulenta, pode provocar problemas respiratórios, digestivos e nervosos, além de elevada mortalidade nos plantéis afetados.

Sinais clínicos

Os principais sinais clínicos da Doença de Newcastle incluem depressão, perda de apetite, diarreia branco-amarelada, desidratação severa, inchaço ao redor dos olhos e da cabeça, alterações respiratórias, como espirros e secreções nasais e oculares, tremores, paralisia das asas e das patas, torcicolo e outras alterações neurológicas. Também podem ocorrer conjuntivite, diminuição da postura e elevada mortalidade no lote, entre outros sinais.

Transmissão

A Doença de Newcastle é causada por um vírus da família Paramyxoviridae e pode ser transmitida pelo contato direto entre aves infectadas e sadias, bem como pelo contato com objetos, água e ração contaminados. A transmissão também pode ocorrer pelo ar, por meio de aerossóis contendo partículas virais.

A Adapec alerta que o produtor deve evitar transportar aves com suspeita da doença de um local para outro, pois essa movimentação pode contribuir para a disseminação do vírus para outros ambientes.

Prevenção

Para prevenir a doença e reduzir os riscos de disseminação no plantel, a Adapec recomenda a adoção de medidas gerais de higiene e desinfecção das instalações e dos utensílios utilizados na criação; a limpeza de bebedouros e comedouros; a proteção da água e da ração contra o acesso de aves silvestres; a prevenção do contato entre aves domésticas e aves desconhecidas ou silvestres; e a aquisição de aves de estabelecimentos regularizados, com procedência conhecida e documentação sanitária exigida.

Onde notificar casos suspeitos?

Em caso de suspeita de doença no plantel de aves, o produtor deve notificar imediatamente a Adapec. A comunicação pode ser feita pelo sistema e-Sisbravet, no endereço eletrônico https://sisbravet.agro.gov.br/notificacao/publica/registrar pelo Disque Defesa, no número 0800 000 4733, ou diretamente em qualquer um dos escritórios da Agência nos 139 municípios do Tocantins.

A notificação rápida é fundamental para que o Serviço Veterinário Oficial possa investigar a suspeita e adotar as medidas sanitárias necessárias para proteger a saúde animal e a avicultura tocantinense.

(Redação Voz do Bico, com informações da Adapec-TO)

-- Publicidade --