
AXIXÁ – O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) determinou a remoção imediata de um vídeo publicado pelo prefeito de Axixá do Tocantins, Auri Wulange. A gravação associava os candidatos da coligação Pra Cima Tocantins — Vicentinho, Amélio Cayres e Alexandre Guimarães — a investigações policiais e processos judiciais. A decisão foi assinada pelo juiz auxiliar Roniclay Alves de Morais, que reconheceu o caráter ofensivo e desinformativo do conteúdo.
Na avaliação do magistrado, a publicação promoveu uma “grave descontextualização informativa” ao omitir desdobramentos jurídicos favoráveis aos políticos atingidos. No caso de Vicentinho, o material resgatava fases iniciais da Operação Overclean, mas escondia que o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia afastado o candidato da investigação após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A decisão judicial apontou distorções semelhantes em relação a Amélio Cayres. O vídeo afirmava que o político teve bens bloqueados, ignorando que o próprio Ministério Público do Tocantins pediu sua exclusão da ação de improbidade administrativa, solicitação devidamente acatada pela Justiça. Diante dos fatos, o juiz concluiu que a montagem articulou uma “narrativa desinformativa artificial sobre a situação jurídica dos candidatos”.
A empresa Meta, responsável pelo Instagram, recebeu prazo de 24 horas para tirar o vídeo do ar, sob pena de multa diária de R$ 5 mil — teto inicial fixado em R$ 50 mil. O prefeito Auri Wulange também ficou proibido de republicar ou impulsionar a gravação ou qualquer outra peça com o mesmo teor, sob pena de multa de R$ 10 mil por cada descumprimento registrado.
(Redação Voz do Bico, com informações da Assessoria)












