
Após anos de especulação, arqueólogos conseguiram chegar o mais perto possível da tumba de Tutancâmon para analisar a possibilidade de haver câmaras escondidas no local. A conclusão foi de que não há nada ali além do que os pesquisadores já tinham conhecimento.
A descoberta foi decepcionante. Ao longo dos últimos anos, a empolgação pela possibilidade de encontrar novos segredos de Tut, jovem faraó do Egito Antigo, foi alimentada por diversos arqueólogos, chegando até a afirmarem que tinha 90% de certeza de que encontrariam uma câmara escondida.
O britânico Nicholas Reeves colocou ainda mais fogo na fogueira: especialista em Egito Antigo, o pesquisador afirmou que a tumba de Tutancâmon teria uma passagem para os aposentos de sua madrasta, a rainha Nefertiti. Segundo Reeves, o corpo da monarca, que até hoje não foi encontrado, poderia estar nesse cômodo secreto.
Arqueólogos de diversos países se reuniram para a expedição. Eles usaram radares de penetração no solo, uma técnica para conseguir informações sobre objetos e estruturas sob o solo, para escanear a tumba do antigo faraó.
Em anúncio, o Ministério de Antiguidades egípcio afirmou que as principais descobertas da experiência foram de que não há evidências de marcas ou materiais que indicariam a existência de uma porta para outro cômodo. “Os radares também não mostram indícios de refletores, que poderiam ser interpretados como paredes da câmara ou áreas vazias atrás de pinturas da tumba”, explicou.
“Essa é a terceira pesquisa do tipo que realizamos. Ela foi desenvolvida para dar um fim à controvérsia que surgiu após os resultados contraditórios das últimas duas expedições”, disse o porta-voz do Ministério. Os pesquisadores afirmaram que a descoberta é sim um pouco decepcionante, a ciência usada para desmascará-la, no entanto, foi fascinante.

(REVISTA GALILEU)












