
A China pode estar desenvolvendo uma “mega estação espacial” que, uma vez completada, pode ter “quilômetros de tamanho”, de acordo com rumor veiculado em matéria do jornal South China Morning Post. Esse suposto projeto é diferente da estação espacial Tiangong, cujo primeiro módulo já está posicionado no espaço.
O jornal cita um documento divulgado pela Fundação Nacional de Ciências Naturais da China, onde ela sumariza cinco projetos espaciais de variados portes: “[Um projeto dessa natureza] consiste de um equipamento aeroespacial estratégico para o uso futuro de recursos espaciais, exploração dos mistérios do universo e permanência em órbita a longo prazo”, diz trecho do documento.

Atualmente, a estação Tiangong tem ocupado todas as mãos dos cientistas chineses, que estimam que, quando completada, ela terá cerca de 100 toneladas de porte – um quarto, aproximadamente, do que pesa a Estação Espacial Internacional (ISS). Esse outro projeto, no entanto, pretende colocar ambas para a sombra, sendo muito maior.
A força espacial chinesa pode ainda não ser reconhecida por alguns, mas é inegável que a nação asiática vem crescendo vertiginosamente neste setor: seu primeiro astronauta foi enviado ao espaço apenas em 2003, mais de 40 anos após a União Soviética e os EUA fazê-lo.
De lá para cá, porém, a China obteve algumas conquistas notáveis até mesmo para os dois líderes do setor. Foi ela a primeira a pousar uma espaçonave no lado escuro da Lua, e foi ela a segunda a posicionar um veículo de exploração terrestre (rover) em Marte, depois dos EUA.
Não só isso, mas a idade média dos membros do programa espacial chinês é também mais jovem que a de seus congêneres: no início, era de 45 a 50 anos, mas hoje isso já caiu para 30, segundo a mídia estatal People’s Daily. Inclusive, Zhou Chengyu viralizou na internet como a comandante espacial mais nova, com 24 anos. Foi ela quem liderou a missão Chang’e 5, que trouxe amostras de rochas lunares de volta à Terra.
(OLHAR DIGITAL)












