Cientistas descobrem método eficaz de prever erupções vulcânicas

quarta-feira, 7 de agosto de 2019 às 16:11
Erupção do vulcão Stromboli, na costa da Sicília, Itália (Foto: Wikipedia Commons)

Cientistas descobriram um modo de prever algo muito difícil de se adivinhar: o local exato onde possa ocorrer uma erupção. Moradores do Havaí e de cidades como Nápoles, na Itália, vivem em constante risco de serem vítimas não apenas da lava, mas também do gás liberado pelo fenômeno geológico.

Isso porque, até hoje, nem sempre é possível determinar até onde os impactos de uma erupção podem chegar. O derramamento de lava pode ocorrer a quilômetros do centro da atividade vulcânica, devastando cidades e podendo causar inúmeras mortes.

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Os pesquisadores então resolveram analisar as depressões que se formam bem no centro das erupções, zonas de impacto chamadas caldeiras. Essas estruturas costumam ter várias aberturas, por onde o magma escapa. “Essas aberturas possuem lava escorrendo como fontes, que depois vazam pela paisagem como se passassem por uma peneira”, afirmou a líder do estudo, Eleonora Rivalta, à revista Business Insider.

Veja como uma erupção pode ir longe: os jatos de cinza vulcânica foram lançados a uma altura de 19 km durante a erupção explosiva do Pinatubo, em 1991, nas Filipinas (Foto: Wikipedia Commons)

Estudos anteriores consideravam que o trecho onde o magma percorria era sempre por uma passagem já existente. Agora os cientistas descobriram que as caldeiras servem como meio de passagem, mas o magma só passa por elas uma única vez. Com isso, foram realizados modelos computadorizados para prever a passagem do material quente.

Para testar a tecnologia, foram comparadas as informações computadorizadas com as de erupções reais, como as do supervulcão Campos Flégreos, de Nápoles, que eclodiu pela última vez em 1538. O sistema foi capaz de mapear todas as 70 erupções do vulcão, que ocorreram nos últimos 15 mil anos.

A próxima meta será a de aplicar o modelo ao vulcão Etna, que também fica na Itália, e à Caldeira de Yellowstone, dos Estados Unidos. A última fez que ocorreu uma erupção na caldeira norte-americana, que tem mais de 90 quilômetros de extensão, foi há 640 mil anos. Mas, se ela voltar a ocorrer, o magma pode se espalhar por semanas e provocar efeitos globais. “A Yellowstone é uma caldeira com muitas e muitas aberturas”, disse Rivalta. “Saber onde a próxima será aberta será algo muito relevante”.

(REVISTA GALILEU)

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