Cientistas dos EUA simulam o nascimento das estrelas em 3D

quinta-feira, 20 de maio de 2021 às 09:46
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São as imagens em 3D mais realistas da formação das estrelas já feitas até hoje. – Foto: DIVULGAÇÃO/UNIVERSIDADE NORTHWESTERN

Astrofísicos da Universidade Northwestern, localizada no Estado de Illinois, nos Estados Unidos, desenvolveram a simulação 3D mais realista até hoje para mostrar como ocorre a formação das estrelas.

A estrutura computacional utilizada pelos pesquisadores para produzir as imagens inéditas é chamada de STARFORGE (Formação Estelar em Ambientes Gasosos, em tradução livre).

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Essa é a primeira vez que cientistas conseguem simular através da tecnologia uma nuvem de gás inteira onde as estrelas são formadas. Nas imagens obtidas pelo grupo de especialistas, é possível ver que, conforme uma nuvem de gás evolui, ela forma estruturas que entram em colapso e depois se despedaçam, o que dá origem às estrelas.

É também a primeira simulação a mostrar, de maneira simultânea, o nascimento, a evolução e também as atividades das estrelas depois de totalmente formadas nas galáxias, como ventos, radiação e interação com supernovas que estejam próximas.

“As pessoas vêm simulando a formação de estrelas há algumas décadas, mas o STARFORGE é um salto quântico em tecnologia. Outros modelos só foram capazes de simular um pequeno pedaço da nuvem onde as estrelas se formam, mas não a nuvem inteira e em alta resolução”, destacou Michael Grudi? , um dos líderes do trabalho, em comunicado divulgado pela universidade.

Os cientistas já utilizaram o STARFORGE para constatar que os jatos protoestelares, que são os fluxos de velocidade que fazem parte do processo de formação das estrelas, possuem muita importância na determinação da massa que a estrela terá.

De acordo com os especialistas, com o cálculo exato da massa de uma estrela é possível determinar qual o brilho exato daquele corpo celeste, assim como ter uma precisão mais acertada de quando ocorrerá a morte dele.

A formação de estrelas leva dezenas de milhões de anos para se concluir. Logo, mesmo que astrônomos façam análises do céu noturno para tentar entender o processo, eles conseguirão ver apenas um breve instante.

Por isso é de suma importância que os cientistas façam simulações que possam levá-los com a maior qualidade possível até o entendimento mais aprofundado acerca do nascimento destes corpos celestes.

Para fazer a simulação das atividades gasosas, de campos magnéticos, da gravidade e do aquecimento e resfriamento das estrelas, a equipe da Universidade Northwestern precisou utilizar um dos maiores supercomputadores do mundo, que está localizado em uma instalação da Fundação Nacional de Ciência dos EUA, no Estado da Virgínia.

“Se podemos entender a formação de estrelas, então podemos entender a formação de galáxias. E ao compreender a formação da galáxia, podemos entender mais sobre do que o universo é feito, de onde viemos e como estamos situaos nele”, afirmou Michael Grudi?, astrofísico da Universidade de Northwestern.

(R7 NOTICIAS)

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