Empresas brasileiras não aumentaram o orçamento em cibersegurança durante a pandemia

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021 às 15:36
Foto: iStock

Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria Marsh, a maioria das empresas brasileiras não aumentou os investimentos em cibersegurança durante a pandemia do coronavírus, apesar de 30% dos entrevistados terem visto um crescimento nos ataques maliciosos em toda a América Latina, sendo phishing e malware os mais frequentes.

O estudo, que foi feito em nome da Microsoft, aponta que 84% das organizações não aumentaram seus gastos com segurança desde março de 2020. Além de mostrar que 56% das empresas brasileiras pesquisadas investem 10% ou menos do seu orçamento de TI (tecnologia da informação) em cibersegurança.

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“Muitos resultados encontrados nesta análise são realmente preocupantes, como as baixas taxas de empresas com seguro contra riscos cibernéticos e investimentos em segurança”, disse Marta Schuh, superintendente de riscos cibernéticos da Marsh Brasil.

Marta Schuh, superintendente de riscos cibernéticos da Marsh Brasil. Imagem: Redes Sociais

A pesquisa mostra que apenas um quarto das empresas latinas elevou seus orçamentos de segurança cibernética após a pandemia, enquanto o crescimento no orçamento de proteção de dados foi de 26%. Além disso, apenas 17% das organizações na América Latina têm seguro contra ameaças cibernéticas.

Cibersegurança no home office

Para Marsh, um dos pontos que pode ter aumentado a insegurança cibernética é o fato de muitas empresas terem optado pelo trabalho remoto durante a pandemia da covid-19, mas não terem fornecido equipamentos aos seus funcionários. De acordo com a pesquisa, apenas 23% das organizações consultadas fornecem equipamentos aos colaboradores que estão em home office.

Quando olhamos a questão em nível regional, 70% das organizações latinas permitiram que seus funcionários utilizassem seus dispositivos pessoais após a mudança para o trabalho remoto, o que cresceu significativamente a exposição a algum tipo de ataque cibernético. Porém, mesmo com o risco eminente, a segurança do acesso remoto é uma prioridade de apenas 12% dos entrevistados.

Marta Schuh também vê com preocupação que as empresas estejam mais expostas com o trabalho remoto e com uso de dispositivos pessoais. “É preocupante que poucas empresas tenham aumentado seu orçamento de cibersegurança após a pandemia e algumas tenham até reduzido esse investimento, apesar do aumento notável de ataques cibernéticos”, acrescentou a superintende da Marsh Brasil.

(OLHAR DIGITAL – Via: ZD Net)

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