O Ministério da Saúde anunciou que idosos com mais de 70 anos e indivíduos imunossuprimidos poderão receber a terceira dose da vacina contra covid-19 a partir da segunda quinzena de setembro. “O reforço será realizado, preferencialmente, com uma dose da Pfizer/BioNTech. Na falta desse imunizante, a alternativa deverá ser feita com as vacinas de vetor viral, Janssen ou AstraZeneca”, declarou a pasta em comunicado oficial.
A dose extra é válida para todos os que integram o público-alvo da medida e independe do imunizante tomado previamente. A orientação é de que idosos acima de 70 anos procurem a terceira dose pelo menos seis meses depois da aplicação da segunda. Para imunossuprimidos, o tempo mínimo para a dose de reforço é de 28 dias após a administração da segunda dose ou da dose única.
De acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, a categoria de imunocomprometidos engloba: indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças inflamatórias imunomediadas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente a mais que 10 mg/dia; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses; e neoplasias hematológicas.
A estratégia será colocada em prática a partir do dia 15 de setembro, data na qual o governo estima que todos os adultos no Brasil já estarão imunizados ao menos com uma dose, informou a rádio CBN. A decisão foi estabelecida após reunião entre o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Câmara Técnica Assessora de Imunização Covid-19 (CETAI).
Além disso, o governo federal anunciou mais uma nova instrução: a diminuição do intervalo entre as doses da Pfizer e da AstraZeneca de 12 para 8 semanas. A Câmara Técnica vinha estudando a possibilidade e acredita que agora, com 77% do público-alvo vacinado com pelo menos uma dose, sua implementação é viável. Até o momento, mais de 123,9 milhões de brasileiros adultos já iniciaram o ciclo vacinal.
Conforme previsão do Ministério da Saúde, a medida também deve passar a valer a partir da segunda quinzena de setembro. A pasta afirmou que está elaborando uma Nota Técnica para orientar os gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto às diretrizes atualizadas da campanha de imunização.
(Revista Galileu)
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