Gorilas têm laços sociais similares aos dos humanos, diz estudo

quinta-feira, 11 de julho de 2019 às 16:11
Gorilas socializam na floresta Mbeli Bai, no parque nacional Nouabal-Ndoki, da república do congo. (Foto: Wildlife Conservation Society)

Um novo estudo mostrou que gorilas formam laços sociais de longo prazo com “amigos” e parentes mais distantes, assim como os humanos. A pesquisa indica também que nosso sistema social pode ser proveniente de um ancestral comum entre humanos e gorilas.

Os pesquisadores usaram seis anos de dados originários da República do Congo, sendo a maior parte deles da organização ambiental Wildlife Conservation Society. Os dados mostraram documentações científicas sobre trocas sociais entre centenas de gorilas-ocidentais-das-terras-baixas.

Por meio de um algoritmo estatístico, foi possível notar que além de se relacionarem com animais com laços sanguíneos mais próximos, os gorilas mantinham relacionamentos com cerca de 13 animais — um grupo similar ao que seriam os “familiares” como “tias”, “avós” e “primos”.

Dois machos ” de costas prateadas”, que são dominantes de dois grupos de gorilas. (Foto: Wildlife Conservation Society)

Além disso, as relações se expandiram para cerca de 39 gorilas, de modo que os animais formavam um grupo com quem gastavam tempo juntos mesmo sem possuir laços familiares próximos. “Se pensarmos nessas associações de modo humano, o tempo gasto com a companhia um do outro é análogo ao de uma velha amizade”, afirmou em comunicado, Robin Morrison, antropólogo biológico da Universidade de Cambridge, do Reino Unido.

Segundo  Morrison, uma outra associação possível seria que os gorilas formam “tribos” ou “pequenos assentamentos”, como uma “vila”. Quando machos dominantes, chamados de “machos de costas prateadas”, são meio-irmãos, eles têm maiores chances de pertencer ao mesmo grupo. No entanto, mais de 80% desses relacionamentos eram entre parentes mais distantes ou até mesmo com não-familiares.

O pesquisador afirma também que as gorilas fêmeas passam tempo em vários grupos diferentes, o que faz com que machos com laços sanguíneos não tão próximos cresçam no mesmo bando que as fêmeas, sendo eles similares a “meio-irmãos”.  “Nossos achados dão maiores evidências de que esses animais em perigo são profundamente inteligentes e sofisticados”, contou Morrison.

(REVISTA GALILEU)

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