Maior das mortíferas viúvas-negras é descoberta na África do Sul (FOTOS)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019 às 17:08
Foto: flickr.com/ Bill Bumgarner

Considerada a maior e, possivelmente, a primeira nova espécie de viúva-negra descrita nos últimos 28 anos, a aranha Phinda button foi descoberta por cientistas na África do Sul, comunica o site earth.com.

“Embora ainda não tenhamos feito toxicologia nesta espécie, todas as aranhas viúvas [gênero Latrodectus] são consideradas medicamente importantes por causa de seu potente veneno neurotóxico”, afirmou a entomologista do Wild Tomorrow Fund que fez a descoberta, Barbara Wright.

Wright relata que encontrou a primeira aranha desta espécie em 2014 no Parque dos Elefantes Tembe.

A cientista alerta que, em caso de picada, “os efeitos do veneno nos humanos podem incluir dor, palpitações, suor e vômitos”.

“Segundo a Encyclopedia Britannica, as espécies de aranhas viúvas-negras anteriormente descobertas constituem três das nove aranhas mais mortíferas do mundo. Contudo, na verdade, as picadas de Latrodectus raramente causam morte, e o mesmo pode acontecer com novas espécies”, complementou.

Leia sobre nossa grande descoberta! Uma nova espécie de aranha viúva-negra que nós chamamos de aranha Phinda Button! Esta é a primeira aranha nova do seu gênero, descoberta após quase três décadas

Para o especialista em aranhas da Universidade de Pretória, Ian Engelbrecht, a nova espécie descoberta é nativa das florestas de solo arenoso da África do Sul, um ecossistema criticamente ameaçado.

Ao contrário de outras viúvas-negras, as fêmeas da Phinda button têm marcas vermelhas brilhantes na barriga e nas costas, além de possuir uma espécie de bolsa  roxa onde deposita os ovos.

“Encontrar uma nova espécie de viúva-negra em habitat criticamente ameaçado realmente realça a importância da sua proteção”, destaca o cientista sobre a importância da descoberta.

Parente da temida aranha viúva-negra é descoberto: O característico aracnídeo foi originalmente encontrado no Tembe Elephant Park por Barbara Wright em 2014, mas os especialistas lutaram até agora para confirmar que a espécie era nova  

(sputniknews)

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