Missões chinesas coletarão amostras e investigarão o lado oculto da Lua

sábado, 25 de agosto de 2018 às 11:05
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Veículo da nova missão chinesa chang’e-4 será quase idêntico ao yutu, usado em missão anterior (Foto: Cnsa/China)

Profissionais de astronomia da China estão se preparando para enviar duas missões inovadoras até a Lua. Uma acontece ainda este ano, e vai ser a primeira a ir para a Bacia do Polo Sul-Aitken, superfície lunar oculta. Já a segunda missão coletará amostras do satélite natural e vai trazê-las para a Terra em 2019.

Chamada de Chang’e-4, a primeira expedição o deve ser lançada em dezembro de 2018. Um veículo explorador quase idêntico ao Yutu, da missão Chang’e-3, será enviado para a Lua em um foguete Long March 3B, decolando do satélite Xichang, de um centro de lançamento no sudoeste do país asiático. Este veículo tem partes adaptáveis ??e uma configuração de carga útil ajustável para lidar com o terreno complexo da superfície lunar, conforme apurou o portal de notícias Xinhua.

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A sonda pousará na Bacia de Aitken, na região do pólo sul da Lua, um local que tem gelo na superfície. Todos os desembarques lunares anteriores ocorreram no lado mais próximo do satélite natural. As missões Apollo, por exemplo, apenas orbitaram a região oculta.

A Administração Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria para a Defesa Nacional (SASTIND) da China ainda revelou que está organizando um concurso até 5 de setembro para nomear o veículo explorador.

A segunda missão é a Chang’e-5, uma proposta de trazer amostras da Lua pela primeira vez à Terra desde a década de 1970. A sonda pretende aterrissar em um mar lunar chamado Oceanus Procellarum.

Com lançamento previsto pelo foguete Longa Marcha 5 em 2019, Chang’e-5 coletará cerca de dois quilos de material, até uma profundidade de cerca de dois metros. Segundo o site Space.com, nenhuma nova amostra lunar entrou em laboratórios terrestres desde a expedição Luna 24, da antiga União Soviética, no ano de 1976.

(REVISTA GALILEU)

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