NASA expõe FOTOS chocantes da 1ª geleira islandesa declarada morta

quarta-feira, 14 de agosto de 2019 às 16:12
Foto: Photo / David Goldman

Imagens de satélites capturadas pela NASA mostraram o chocante e gradual desaparecimento da enorme geleira islandesa Okjokull, nas últimas três décadas.

A geleira, também conhecida como Ok, derreteu durante todo o século XX e foi oficialmente declarada morta em 2014.

De acordo com a agência espacial americana, um mapa geológico de 1901 estimou que a Ok cobria uma área de cerca de 38 km², enquanto que em 1978, imagens aéreas mostraram que a geleira media 3 km². Hoje, essa grande massa de neve abriga menos de 1 km² de gelo.

A diferença drástica na aparência da geleira pode ser vista na comparação das fotografias tiradas em 1986 e 2019. Na primeira foto, a Okjokull aparece como uma mancha branca sólida cobrindo uma enorme encosta de montanha, mas na segunda pode-se ver apenas um círculo de gelo no topo de um vulcão e algumas áreas geladas próximas.

Imagens comparativas da geleira islandesa Okjökull tiradas pelo satélite da NASA em 1986 e 2019
Imagens comparativas da geleira islandesa Okjökull tiradas pelo satélite da NASA em 1986 e 2019. – Foto: Observatório Da Terra Da Nasa/ Joshua Stevens
Pesquisadores se reunirão no dia 18 de agosto no topo do vulcão Ok, no centro-oeste da Islândia, para colocar uma placa memorial com um severo alerta sobre a emergência climática.

Em 18 de agosto de 2019, os cientistas estarão entre aqueles que se reunirão para um memorial no topo do vulcão Ok, no centro-oeste da Islândia. A falecida que está sendo lembrada é Okjokull – uma geleira outrora icônica que foi declarada morta em 2014

“A Ok é a primeira geleira islandesa a perder o seu status de geleira. Nos próximos 200 anos, espera-se que todas as nossas geleiras sigam o mesmo caminho“, lê-se na placa intitulada Uma Carta para o Futuro.

A mensagem, datada de agosto de 2019 e acompanhada da taxa dos atuais níveis de dióxido de carbono emitidos na atmosfera, continua afirmando que “com este monumento reconhecemos que sabemos o que está acontecendo e o que precisa ser feito”, complementando que “só no futuro saberemos se o fizemos”.

(SPUTNIK NEWS)

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