NASA lançará novo satélite para explorar o espaço

quinta-feira, 12 de abril de 2018 às 16:26
674
Ilustração do satélite tess em frente a um planeta de lava orbitando uma estrela. (Foto: Nasa/Gsfc)

A NASA já está preparando os últimos detalhes para o lançamento do satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), próxima missão da agência norte-americana que explorará o espaço em busca de planetas desconhecidos nas redondezas de estrelas próximas à Terra.

“Nós esperamos que o TESS descubra uma série de planetas cuja composição atmosférica, que armazena pistas potenciais para a presença de vida, possa ser precisamente mensurada por futuros observadores”, afirma George Ricker, líder do projeto e pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Publicidade

O satélite é equipado com quatro câmeras que cobrem 85% do céu, que foi dividido em 26 setores que podem ser observados individualmente pelos pesquisadores. O primeiro ano da missão deve mapear os 13 setores do céu ao sul e o segundo ano, os outros 13 ao norte.

A nave foi aprovada pelos cientistas no dia 15 de março e deve ser lançada em 16 de abril, no Cabo Canaveral (Flórida, Estados Unidos). Até lá, ela será abastecida e encapsulada na coifa (estrutura que protege a carga útil da nave) projetada pela SpaceX.

Durante 13,7 dias, o TESS deverá ficar orbitando ao redor da Terra. Até o 60º dia após o lançamento, os equipamentos da nave serão testados e, só então, ela iniciará sua missão inicial de dois anos.

A missão

Para encontrar exoplanetas habitáveis, o satélite permanecerá à procura de trânsitos astronômicos, que ocorrem quando um planeta passa em frente de uma estrela. A observação desse fenômeno facilita a descoberta de exoplanetas por satélites como o TESS. A sonda Kepler, que terá sua missão encerrada em alguns meses por falta de combustível, descobriu mais de 2.600 exoplanetas usando essa técnica, por exemplo.

“Com a sonda Kepler, nós aprendemos que há mais planetas do que estrelas no nosso céu, e agora TESS abrirá nosso olhos para a variedade de planetas ao redor das estrelas mais próximas”, explica Paul Hertz, diretor do setor de astrofísica da agência espacial americana.

O novo satélite se concentrará em observar estrelas que estejam a menos de 300 anos-luz de distância e que sejam de 30 a 100 vezes mais brilhantes do que os alvos da Kepler. É por meio do estudo da variação do brilho desses astros que os cientistas poderão determinar a massa, densidade e composição atmosférica dos exoplanetas.

“Nós seremos capazes de estudar planetas individualmente e começar a falar sobre diferenças entre eles. As descobertas do satélite TESS serão assuntos fantásticos para pesquisas das próximas décadas”, afirma Stephen Rinehart, cientista que supervisiona o projeto. “É o início de uma nova era para a pesquisa de exoplanetas.”

Caso o satélite encontre um exoplaneta com atmosfera rica em água e outras moléculas chaves, essa será uma pista de que o objeto pode abrigar vida. “Eu não acho que nós sabemos de tudo o que TESS pode realizar”, diz Rinehart. “Para mim, a parte mais animadora de qualquer missão é a do o resultado inesperado, aquele que ninguém havia previsto.”

(REVISTA GALILEU)

-- Publicidade --