NASA revela novas imagens do hemisfério norte de Júpiter

terça-feira, 28 de agosto de 2018 às 10:21
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Imagens da sonda Juno revelam detalhes do hemisfério norte de júpiter (Foto: Nasa/Jpl-Caltech/Swri/Msss/Gerald Eichstäd/Seán Doran)

A sonda Juno nos agraciou com mais imagens belíssimas de Júpiter: no dia 15 de julho deste ano, enquanto fazia seu 14º voo de aproximação ao planeta, o aparelho da NASA tirou uma sequência de imagens mostrando o hemisfério norte do objeto.

Juno ficou em uma altitude que variava entre 6,2 mil e 25,3 mil quilômetros de distância das nuvens do planeta, a uma latitude de 36º a 69º.

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Na primeira imagem à esquerda, é possível ver uma mancha branca que cresce nas fotos seguintes (da esquerda para direita). Trata-se de um anticiclone chamado de N5-AWO. Os registros também ressaltam outros fenômenos vividos por Júpiter: na parte de baixo das duas imagens do meio uma tempestade chamada de Pequena Mancha Vermelha fica visível e nas últimas fotos uma mancha laranja representa o Cinturão Temperado do Norte.

Revelações
As imagens foram compartilhadas pela agência espacial norte-americana em boa hora: nesta terça-feira (28), cientistas das universidades de Berna e Zurique, na Suíça, publicaram um estudo no periódico Nature Astronomy que revela que Júpiter teve vários empecilhos em seu desenvolvimento.

Na pesquisa, os astrônomos explicam que, ao analisarem informações coletadas por meteoritos, descobriram que o crescimento do planeta foi atrasado em dois milhões de anos. Isso porque as colisões com esses objetos geraram muita energia, impedindo que o gás tomasse conta e fazendo com que o planeta crescesse devagar.

Simulação realizada por cientistas mostra que a segunda fase de desenvolvimento de Júpiter foi mais lenta (Foto: Reprodução/UniBE)

“Podemos afirmar que Júpiter cresceu em três diferentes fases”, afirmou a cientista Julia Venturini, da Universidade de Zurique, em anúncio. De acordo com ela, em um primeiro momento, o embrião do planeta foi formando pedras e rapidamente construiu um núcleo, processo que deve ter durado um milhão de anos.

Os próximos dois milhões de anos foram mais devagares, com o acúmulo de pedras maiores que colidiram com o planeta, lhe dando mais energia e liberando calor. Na terceira fase, o gás tomou conta, resultando em um gigante de fás com mais de 300 vezes a massa da Terra.

(REVISTA GALILEU)

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