Nebulosas em evolução são fotografadas pelo telescópio Hubble

segunda-feira, 22 de junho de 2020 às 16:17

São muitos os registros de tirar o fôlego feitos pelo telescópio Hubble desde que ele entrou em operação, em 1990. Os mais recentes foram divulgados na última semana: imagens inéditas de duas nebulosas planetárias, a NGC 6302 (também conhecida como Nebulosa Borboleta) e a NGC 7027.

Segundo a National Aeronautics and Space Administration (Nasa), as fotos revelaram aos cientistas detalhes nunca antes vistos da complexidade e das rápidas mudanças acontecendo nas estrelas no centro dessas nebulosas. “Essas novas observações do Hubble com vários comprimentos de onda fornecem a melhor visão até hoje dessas nebulosas espetaculares”, comenta Joel Kastner, do Instituto de Tecnologia de Rochester, nos Estados Unidos, e líder do estudo. “Enquanto eu baixava as imagens, me sentia como uma criança em uma loja de doces”, brinca o pesquisador, em comunicado.

Nebulosa NGC 6302, também conhecida como Nebulosa Borboleta, captada pelo Hubble. Foto: NASA, ESA and J. Kastner (RIT).
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Os registros em diversos espectros do Hubble revelam em detalhes como ambas as nebulosas estão se dividindo rapidamente e de que maneira elas se modificaram nas últimas décadas. “A nebulosa NGC 7027 mostra emissões em um número incrivelmente grande de comprimentos de onda diferentes, cada um dos quais destaca não apenas um elemento químico específico na nebulosa, mas também as mudanças contínuas significativas em sua estrutura”, explica Kastner.

Outro estudo que os astrônomos estão fazendo a partir das imagens é sobre o histórico de ondas de choque nessas nebulosas. De acordo com a Nasa, esses choques acontecem quando ventos estelares varrem mais lentamente o gás e a poeira ejetados pela estrela em seu passado recente. O resultado são cavidades que parecem bolhas com extremidades bem definidas.

Nebulosa NGC 7027 em registro do Telescópio Hubble. Foto: NASA, ESA and J. Kastner (RIT).

Os pesquisadores suspeitam que no centro de ambas as nebulosas existam — ou tenham existido — duas estrelas circulando uma ao redor da outra. O palpite se deve aos formatos “bizarros”, como coloca a Nasa, dessas nebulosas. A teoria por trás dessa ideia é que uma das estrelas desse suposto sistema binário está perdendo massa. Ao orbitar próximas uma da outra, as estrelas eventualmente interagem, produzindo um disco de gás ao seu retor. Esse disco faz com que materiais sejam ejetados em direções opostas.

 

(Revista Galileu)

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