
Um produto criado há 30 anos no Brasil tem feito sucesso para combater a transmissão do novo coronavírus: o purificador de ar Sterilair. Criado pelo inventor Alinthor Fiorenzano Júnior, o aparelho ajuda a eliminar micro-organismos como ácaros, fungos, bactérias e vírus do ambiente. Inicialmente, o produto foi pensado para evitar crises alérgicas, mas sua capacidade de eliminar vírus de ambientes fechados tem sido um atrativo em 2020.
Só nos primeiros quarenta dias da pandemia, a empresa vendeu um estoque que deveria durar pelo menos quatro meses. Percebendo a alta demanda por conta da covid-19, a empresa decidiu garantir aos consumidores que o produto de fato era eficaz contra o novo coronavírus.
Por isso, a Sterilair solicitou ao departamento de Biologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) que avaliasse seu purificador de ar. No dia 31 de agosto, pesquisadores da universidade confirmaram que o aparelho era capaz de eliminar até 99,99% dos coronavírus em suspensão no ar.
Felipe Prado, diretor da Sterilair, diz que a principal vantagem do purificador é o fato dele não precisar de agentes químicos para funcionar. O aparelho é pequeno, recomendado para ambientes domésticos, e parece um aquecedor portátil.
Internamente, ele possui placas de cerâmica que são aquecidas a uma temperatura elevada que “mata” os micro-organismos. Para esterilizar totalmente um ambiente de até 20 metros quadrados, o purificador leva três horas, segundo a empresa.
O aparelho custa 497 reais e é vendido no site da própria companhia. Prado diz que a empresa decidiu em 2017 assumir totalmente o processo de venda ao consumidor final, para cortar custos intermediários e reduzir o preço do produto. Além do e-commerce próprio, o purificador da Sterilair está disponível também nos marketplaces da B2W, Magazine Luiza e Via Varejo.
Desde que a empresa tomou a decisão de migrar as vendas só para o e-commerce próprio e marketplaces, o faturamento anual vem dobrando. Com a pandemia acelerando o crescimento, a expectativa é que a Sterilair fature mais de 12 milhões de reais este ano e siga crescendo em 2021.
”Mesmo com a chegada da vacina, acreditamos que as pessoas vão manter os hábitos de higiene adquiridos durante a pandemia”, diz Prado.
(EXAME)












