Vacinação contra HPV reduz drasticamente internações por doenças provocadas pelo vírus, aponta estudo

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025 às 07:38
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Pesquisa mostra a eficácia da vacinação. – Foto: André Araújo/ Governo do Tocantins

Levantamento, que comparou os números de 2014 e 2019, revela queda de até 77% em hospitalizações provocadas por por verrugas anogenitais

Um estudo recente realizado pela empresa farmacêutica MSD e publicado na revista Human Vaccines and Immunotherapeutics, reforça a eficácia da vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) no Brasil, mostrando queda substancial nas internações por condições provocadas pelo vírus, como verrugas anogenitais e lesões precursoras de câncer.

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A análise compara dados registrados antes e depois da introdução da vacina pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em 2014, para o público feminino.

Resultados da pesquisa

  • Entre meninas de 15 a 19 anos, houve redução de 66% nas internações por neoplasia intraepitelial cervical de alto grau, lesão considerada um estágio pré-câncer.
  • No mesmo grupo, as hospitalizações por verrugas anogenitais caíram 77% no intervalo de 2014 a 2019.
  • Entre os meninos, a comparação entre 2017 (ano em que foi dado início à vacinação para este grupo) e 2019, aponta queda de 50,9% nas internações por verrugas anogenitais.

O que os especialistas dizem

Em fala destacada na Agência Brasil, a executiva responsável pela análise de dados da MSD na América Latina, Cintia Parellada, os resultados configuram um “marco histórico” para a saúde pública. Contudo, ela ressalta que, para eliminar definitivamente os cânceres associados ao HPV, apenas a vacinação não basta: é necessário manter uma cobertura vacinal elevada, ampliar o rastreamento de lesões e garantir tratamento adequado a todos os estágios da doença.

Cobertura vacinal e o futuro da prevenção no Brasil

O imunizante contra o HPV também está disponível por meio do SUS para públicos com maior vulnerabilidade clínica, como pessoas com HIV, pacientes transplantados, indivíduos em tratamento contra câncer, quem utiliza PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) — uma das formas de prevenir do HIV — e aqueles diagnosticados com papilomatose respiratória recorrente.

Vale destacar que a partir de 2024, o programa nacional de imunização passou a adotar um regime simplificado, reduzindo o esquema para dose única e deixando de lado o modelo anterior, que previa duas aplicações.

Segundo a Agência Brasil, dados de 2024 mostram que a cobertura vacinal atingiu 82,83% entre meninas e 67% entre meninos. Mesmo superando de forma expressiva a média mundial apontada pela Organização Mundial da Saúde — estimada em 12% —, esses números ainda estão aquém da meta ideal, fixada em 90%.

– Colaboração para o Olhar Digital
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(OLHAR DIGITAL)

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