
*Por Angelo Cavalcante
O destino de uma causa é triunfante se as lutas forem certas… E é preciso, de fato, saber quem é o inimigo.
O experimentado metalúrgico que preside o Brasil viu, mirou e enxergou quem efetivamente, é o inimigo do país.
Dessa forma – alvissaras para Lula – sua franca opção por derrocar Roberto Campos Neto, o neoliberal assumido e convicto, que flerta com o fascismo e que lamentavelmente, preside o Banco Central do Brasil é, de longe, a mais importante política econômica e que Lula poderá desenvolver.
“Penas amestradas” da mídia brasileira se levantam em pios e cacarejos para defender a “excelente” gestão de Campos Neto; a ladainha das corporações de comunicação pela permanência do dito cujo ultrapassa o razoável.
A quem, por acaso, interessa pagar as maiores e mais elevadas taxas de juros do mundo? Quem se beneficia dessa sucção de recursos públicos e populares por núcleos rentistas e financeiros? Como isso pode ser útil para a economia do trabalho, a economia real?
Esse torniquete, esse arrocho monetário beneficia a população pobre? Garante algum apoio para quinze milhões de desempregados? Sugere algum oriente e “norte” para mais de quarenta milhões de brasileiros enfiados em todo o tipo de informalidade? Quem diabos, se beneficia desse quadro?
E o pior… Bobocas engravatados dos “pools de comunicação” querem porque querem nos fazer crer que “pau é pedra”, que “sal é doce” e que pagar juros escorchantes, penitentes e estratosféricas é bom, muito bom para a nação.
Não exagero… Mas, acreditem… No meio e nos entremeios da já pavorosa e desacreditada imprensa brasileira, sobretudo, dessa imprensa “marron” feita, concebida e realizada por ricos e para ricos; no subsolo, no subterrâneo dessa mentirama compulsiva, ideológica e interminável está, por entre detritos, ranços e esgotos, a inchada, flutuante e apodrecida imprensa de economia.
É a pior dentre as piores!
É uma conjunção perversa, larga e densa de manipulação, com mentiras escancaradas e péssimas intenções.
Não… Aprendamos todos nós… Juros altos atravanca a economia, desestimula a produção, precariza o trabalho, gera vastos e imensos excedentes de informais, famintos e marginalizados e o pior, converte todo o país em espécie de “paraíso fiscal” a premiar o ócio, a especulação e a usura em detrimento e prejuízo do trabalho vivo, da geração de valor e da própria substância e coesão social.
Campos Neto deve – DEVE – ser retirado imediatamente do comando do BaCen. Para o bem do Brasil!
Angelo Cavalcante – Economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Itumbiara.
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