Como é o amor no mundo dos relacionamentos sugar?

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020 às 08:33
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Entenda onde entram os sentimentos em um relacionamento sugar, segundo experiências de quem vive. – Foto: Divulgação/ Meu Rubi

Quando mencionamos um estilo de relação onde os interesses mutuamente benéficos vêm em primeiro lugar, é difícil pensar ser possível existir amor ou sentimentos nos relacionamentos sugar. Mas, será que não é a sociedade que pensa de um jeito ainda primitivo em relação a isso?

É claro, não podemos julgar, afinal, as relações consistem em uma pessoa mais velha e bem sucedida financeira e profissionalmente – sugar daddy/mommy – se relacionar com um jovem – sugar baby – em troca de interesses vindos de ambas as partes.

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Aí é que surge o pensamento: “Como é possível haver sentimentos se os dois entram nisso apenas por interesse?”. E realmente, o intuito dos relacionamentos sugar é quebrar os padrões de uma relação comum, onde há cobranças, ciúmes e um amor exagerado. Mas, apesar disso, há pessoas que conseguem amar.

O relacionamento dos ocupados.

A comissária de bordo, Bárbara, 30, conheceu um sugar daddy não na internet como a maioria das pessoas hoje, mas sim no trabalho. “Nos interessamos pelo outro à primeira vista. Trocamos telefones e, sempre que estamos na mesma cidade, saímos para jantares. Ele paga tudo, pois tem mais condições do que eu”, explica. “Também ganho vários presentes e consideramos a relação muito livre. Só fui descobrir que poderia ser considerada uma sugar baby após ler sobre na internet. Mas nos damos muito bem assim, ele viaja demais a trabalho e eu, mais ainda”, diz rindo.

Assim como a história citada acima, há diversas pessoas ocupadas em suas rotinas que não podem manter uma relação comum, por isso, acabam optando por um relacionamento sugar. Em algumas, os interesses não envolvem somente o dinheiro, mas sim maior liberdade.

Um meio para alcançar os objetivos.

Diferente de quem procura se relacionar e ser mais livre, sem rótulos. Há quem procura um bom amigo (a) para ajudar na carreira profissional. A designer de interiores, Vitória, 24, ficou sem emprego após se formar e viu em um relacionamento sugar a oportunidade para negócios.

“Resolvi entrar em um desses sites e procurar pessoas da minha área. Logo encontrei, marquei encontros, deixei claro o que procurava e consegui”, conta ela, que hoje, está empregada em uma das maiores empresas de São Paulo no ramo. “Apesar de saber que nesses lugares as pessoas procuram por uma relação, fiz boas amizades, o que já está valendo”, finaliza.

Mas também dá casamento.

O entrevistado a seguir é uma das pessoas que prova existir amor nos relacionamentos sugar. Leandro, 50, casou-se pela segunda vez após se relacionar com uma garota que encontrou na plataforma Meu Rubi, a que mais cresce no segmento.

Quando questionada sua história, se emociona ao contar. “Estava em um período complicado da minha vida, não conseguia mais me relacionar do modo comum. Resolvi me inscrever no site e logo encontrei minha atual esposa. Nos encontrávamos uma vez por semana em troca de uma mesada, mas o interesse de ambos aumentou”, explica. “Em pouco tempo estávamos apaixonados e aí, casamos novamente.”

Seja amizade, um namoro mais liberal, casamentos ou apenas encontros casuais. Os sentimentos em um relacionamento sugar não implicam rótulos nem regras.

MEU RUBI

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