Eleições: a corrida pela reeleição política ou manutenção do cabide de emprego?

domingo, 2 de agosto de 2026 às 11:40
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Júlio César Cardoso. – Foto: Arquivo pessoal

*Por Júlio César Cardoso

Nas próximas eleições, muitos políticos buscarão renovar seus mandatos ou disputar novos cargos. Mas será que esse interesse existiria se o exercício da política não fosse tão bem remunerado?

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A política em sua essência não deveria ser encarada como profissão, mas como prestação de serviço civico transitório ao país. Mandato é uma missão temporária, e, ao seu término, o indivíduo deveria retornar à sua profissão. A perpertuação de mandatos por meio da reeleição ou eleição a outros pleitos compromete a oxigenação do sistema político e deveria ser revista.
Tanto o Legislativo, em todas as suas esferas, quanto o Executivo carecem de renovação constante. É sabido que o poder, a visibilidade pública e as benesses associadas ao exerício político exercem um fascínio sobre muitos.

Contudo, nenhum político é insubstituível. E não esquecer que muitos daqueles que se julgavam úteis ou indispensáveis hoje repousam nos cemitérios esquecidos, sem que o país tenha sentido a sua ausência.
O eleitor deveria votar apenas em candidatos novos, como resposta aos politicos carreiristas.

Júlio César Cardoso é Servidor federal aposentado

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