
*Por Valdo Rosário Sousa
Resumo
Este tema complexo e desafiador faz surgir várias indagações, por exemplo: como é possível fazer uma relação desses autores no ensino de filosofia no Ensino Médio? Existem algumas semelhanças entre as ideias desses filósofos? Se existem, quais? Como desenvolver o pensamento do sofista Protágoras e Nietzsche dentro da burocracia do Estado? São estes os principais questionamentos que buscarei refletir, neste artigo. Discorrerei sobre o contexto que viveram os sofistas, os vários conceitos de definição da verdade ao longo da história, após isso falarei o que significa o discurso forte e fraco, problema da verdade e do conhecimento, em Protágoras.
A segunda parte deste artigo, se propõe a explicar o que é a moral dos
senhores e escravos em Nietzsche, delimitarei a pesquisa no livro Genealogia da Moral, centrado mais na primeira dissertação. O livro está divido em três partes: A primeira dissertação com o título, “Bom e Mau”, “Bom e Ruim”; segunda, “Culpa”, “Má Consciência” e Coisas Afins; a última, O Que Significam Ideais Ascéticos? Por último, farei um paralelo entre as ideias dos sofistas e Nietzsche, com o ensino de filosofia no Ensino Médio e a conclusão será para responder as perguntas do início do texto, e outras que surgirão ao longo da discussão.
1.1. Os sofistas
Eles faziam oposição a Sócrates; para eles, diante da pluralidade e do antagonismo das filosofias anteriores, ou dos conflitos das ontologias, concluíram que não podemos conhecer o ser, só podemos ter opiniões subjetivas da realidade. A linguagem é o principal meio de persuadir as pessoas de suas próprias ideias e opiniões; a verdade é uma questão de opinião e de persuasão e a linguagem é mais importante do que a percepção e o pensamento.
Valdo Rosário Sousa é Licenciado em filosofia pela PUC/GO; mestre em filosofia pela UFT CÂMPUS de Palmas/TO; professor de filosofia na Escola Estadual de Ensino Médio Prof. Anísio Teixeira de Marabá/PA, 4ª DRE – Marabá – SEDUC/PA. Membro correspondente da Academia de Letras de Rondon do Pará e Região (ALERPRE); membro fundador e presidente da Academia de Letras e Artes do Bico do Papagaio (ALABIP). Autor dos seguintes livros: Amor e Razão volumes 1 e 2, Philos-Poesia, Do “Centu do Ogustu” a Augustinópolis e organizador da antologia da ALABIP Vozes Poéticas, Antologia Literária do Bico do Papagaio.
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