Tocantins refém da velha política: votos comprados, pesquisas manipuladas e o preço pago pelo povo

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026 às 11:32
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Dr André Luiz de Sousa Lopes. – Foto: Divulgação

*Por André Luiz

No Tocantins, a política parece andar para trás. Em pleno século XXI, ressurge com força uma prática antiga e criminosa: a compra e venda de votos, operada por atravessadores, corretores eleitorais e grupos organizados que tratam a democracia como mercadoria.

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O discurso é sempre o mesmo: promessa, apoio, ajuda momentânea. A entrega também é conhecida: pobreza estrutural, corrupção institucionalizada, hospitais lotados, filas intermináveis e um Estado que nunca sai do lugar.

Enquanto a população sofre, o jogo acontece nos bastidores. Pesquisas eleitorais manipuladas, alianças compradas, apoios negociados e narrativas fabricadas tentam induzir o eleitor a acreditar que “já está tudo decidido”. Não está. O que existe é uma tentativa clara de manipulação da vontade popular.

O mais grave é que muitos dos compradores de votos não disputam uma eleição para governar, mas para recuperar o investimento feito durante a campanha. O alvo? As emendas parlamentares e o orçamento público, tratados como moeda de troca, e não como instrumento de desenvolvimento social.

O resultado dessa lógica perversa está estampado na realidade:
— falta de atendimento digno na saúde;
— serviços públicos precários;
— desigualdade crescente;
— um povo cansado de promessas vazias.

Isso não é política.
Isso é negócio.
E o pagamento vem em forma de sofrimento coletivo.

O Tocantins precisa acordar. Voto não é favor. Apoio não se compra. Democracia não se negocia.
Chega de corrupção travestida de liderança. Chega de manipulação da fé, da esperança e da necessidade do povo.

O futuro do Estado não pode continuar sendo vendido no atacado por quem só pensa no próprio bolso.

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