Você sabe o que é stalking, startup, stablishment, job, coach, budget, sale? 

sábado, 12 de agosto de 2023 às 09:00
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Júlio César Cardoso. – Foto: Arquivo pessoal

*Por Júlio César Cardoso

Aproveito o título – de um jornal – “Stalking cresce 60% em Minas …”, para fazer algumas considerações.

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É lamentável que o uso frequente de palavras estrangeiras venha desprezar o nosso rico vocabulário, com a complacência da imprensa nacional. Não podemos posicionar-nos como simples “papagaios imitadores”.  Temos de abandonar esse eterno sentimento de complexo de vira-lata.

Imprensa, ou povo, que não preza a sua língua, os seus costumes, as suas tradições e acha que o estrangeirismo na língua portuguesa, principalmente o inglês, é chique, só contribui para a pecha de “complexo de vira-lata”. Por que depreciar a própria cultura?

Os jornais brasileiros deveriam concorrer para o fortalecimento de nossa identidade cultural. O uso excessivo de palavras em inglês está se tornando um hábito desnecessário, quando a língua portuguesa possui um extenso vocabulário.

Por que, por exemplo, stalking (perseguição insistente), startup (empresa que traz inovação para o mercado) call (ligação, chamada), deadline (prazo), budget (orçamento), case (projeto), briefing (roteiro), mindset (mentalidade), job (trabalho), delivery (entrega), stablishment (grupo de poderosos), 70% off (70 de desconto), sale (venda), home office” (escritório em casa), coach (treinador), etc.?

Ninguém é obrigado a dominar língua estrangeira, embora ela seja importante na educação de jovens e adultos. Ademais, tem de se pensar no leitor em geral ao publicar uma matéria. Um texto ou propaganda com uso de palavras estrangeiras pode não alcançar o efeito desejado e prejudicar a comunicação.

Não desconhecemos que existe profusão de palavras estrangeiras aportuguesadas. Mas hoje a falta de bom senso tem levado pessoas e empresas a abusarem de expressões estrangeiras, sem necessidade.

Júlio César Cardoso é Servidor federal aposentado

O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Portal Voz do Bico. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].

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