‘Eles defendem uma limpeza social’, diz delegado sobre guardas municipais presos por integrar grupo de extermínio no PA

terça-feira, 20 de agosto de 2019 às 17:09
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Operação da Polícia Civil prende 19 suspeitos de homicídio no estado do Pará. – Foto: Divulgação

Os dezenove guardas municipais presos nesta terça-feira (20) durante a Operação Modelo são suspeitos de formarem um grupo de extermínio em Castanhal, cidade do nordeste do Pará distante 76 km de Belém. De acordo com o delegado-geral Alberto Teixeira, o grupo tinha como objetivo realizar uma “limpeza social” no município e nas cidades vizinhas.

“As investigações nos levam a tese de que era um grupo de extermínio. Eles defendiam uma espécie de ‘limpeza social’ no local. Pessoas que tinham envolvimento com a criminalidade eram exterminadas. Apesar disso, o grupo não caracteriza uma milícia”, afirmou o delegado.

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A Operação Modelo investiga casos de homicídio na região nordeste do estado. De acordo com a polícia durante a operação 54 mandados de Justiça foram cumpridos, sendo 35 de busca e apreensão e 19 de prisão. Uma guarda municipal de Castanhal está foragido.

De acordo com Alberto Teixeira, um dos presos na operação é o atual comandante da guarda municipal de Castanhal. “Infelizmente se trata de um agente público. As investigações nos levam a crer que ele estava ligado as ações, dando suporte aos casos. Ele também tem responsabilidade na autoria”, explicou o delegado.

Além das prisões, a polícia apreendeu munições, armas, computadores, celulares, HDs e duas granadas. Todo o material será periciado ajudará a investigar outros casos de homicídio na região.

Em nota, a Prefeitura de Castanhal informou que não foi notificada formalmente da operação e por isso não vai se manifestar.

(G1/ PARÁ)

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