EcoLuz Trap é feita com materiais reaproveitados, custa cerca de R$ 20 e capturou mosquitos dos gêneros Aedes e Culex durante testes. Projeto representará o Brasil em etapa internacional no México.

Cinco estudantes do Instituto Federal do Pará (IFPA), em Marabá, no sudeste do Pará, venceram a etapa nacional do IV Prêmio Escolas Sustentáveis com uma armadilha de baixo custo para capturar mosquitos dos gêneros Aedes e Culex.
Batizada de EcoLuz Trap, a inovação é produzida com materiais reaproveitados, não utiliza inseticidas e tem custo aproximado de R$ 20 por unidade, segundo estudos feitos pela equipe.
O resultado da premiação foi divulgado em 17 de setembro, em Salvador (BA). O projeto venceu na categoria que reúne experiências dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Com a premiação, o grupo vai representar o Brasil na etapa internacional do concurso, marcada para 2 de dezembro de 2026, na Cidade do México.
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A iniciativa é promovida pela Fundação Santillana e pela Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). O prêmio garantiu aos professores passagens aéreas, hospedagem e participação no evento internacional.
Armadilha custa cerca de R$ 20
A EcoLuz Trap é uma armadilha luminosa construída com materiais reaproveitados e componentes de baixo custo.
Entre os itens utilizados estão latas, fios, fontes de energia, LEDs, placas simples e microventiladores de 12 volts.
Segundo a equipe, o valor de cada equipamento é cerca de 80% menor do que o preço de modelos comerciais usados como referência pelos estudantes.
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Eles também registraram a quantidade de insetos capturados por hora, além de informações como data, local e tempo de funcionamento das armadilhas.
Os exemplares coletados foram observados em laboratório. Entre os mosquitos identificados estavam os dos gêneros Aedes e Culex.
Ideia surgiu dentro do campus
O projeto nasceu a partir da observação da presença de mosquitos em salas de aula, corredores e áreas de convivência do campus na cidade de Marabá do IFPA.
A situação também era percebida pelos estudantes em suas casas e em comunidades próximas à instituição.
Foi desse cenário que os alunos do curso técnico integrado ao Ensino Médio em Controle Ambiental Wilian Saraiva Silva, Cleiton Santos Costa, Lucyellen Carvalho Neres, Maria Clara de Souza Lima e Yane Katlen da Silva Lima passaram a pesquisar alternativas para a captura dos insetos.
O trabalho teve orientação do professor Riguel Feltrin Contente e colaboração dos professores Sérgio de Souza Custódio Filho e Israel Peixoto Moraes.
“O projeto foi concebido coletivamente, mas foram eles que realizaram toda a parte prática”, afirmou o professor Riguel Feltrin Contente.
Sem inseticida e com reaproveitamento
Além de capturar mosquitos, a EcoLuz Trap propõe o reaproveitamento de materiais que poderiam ser descartados.
Segundo a equipe, a ideia é reduzir a dependência de produtos químicos e evitar a captura indiscriminada de outros insetos, principalmente polinizadores.
O projeto reúne, em uma mesma iniciativa, educação ambiental, saúde pública, inovação social e sustentabilidade.
Os cinco alunos participaram do diagnóstico do problema, do desenho técnico, da construção dos protótipos e dos testes de funcionamento.
Eles também atuaram no registro e na análise dos dados, na identificação dos insetos capturados e nos ajustes dos componentes da armadilha.
As mudanças envolveram pontos como segurança elétrica, montagem e manutenção dos protótipos.
O projeto realizou ainda oficinas com a comunidade sobre montagem, uso e manutenção das armadilhas.
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(G1 PARÁ)












