
O Pará é o segundo estado que mais desmatou floresta nativa na Amazônia em maio, segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), com 471 km², área maior do que o estado de Mato Grosso do Sul inteiro.
Ainda segundo o Imazon, o Pará tem o maior desmatamento de Unidades de Conservação (UC’s) e Terras Indígenas (TI’s). Entre os limites paraenses, estão seis das dez UC’s e quatro das dez TI’s mais desmatadas na Amazônia.
Só a Área de Preservação Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, registrou 29% de toda a destruição no Pará -135 km² de terra. A APA é a líder das áreas mais desmatadas na Amazônia.
Em relação às Terras Indígenas a TI Apyterewa foi a mais desmatada da região, com 5 km² de floresta derrubados e ainda sofreu invasões de grileiros em maio.
De janeiro a maio deste ano, já foram desmatadas 3.360 km² de floresta amazônica, o que corresponde a mais de 2 mil campos de futebol por dia, a maior devastação dos últimos 15 anos para o período, de acordo com o Imazon.
O g1 solicitou informações ao Ministério do Meio Ambiente e aguarda retorno até a última atualização desta reportagem.
Em nota, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) informa que 70% da aérea no estado é de responsabilidade da União. Segundo o órgão, “no território paraense, o desmatamento reduziu em 53% no mês de maio, ao comparar o mesmo período em 2021. A Semas informa ainda que durante operação realizada neste mês de junho, foi preso o acusado de ser um dois maiores responsáveis pelo desmatamento no Pará, dentro da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu. A Secretaria informa também que por meio da Força Estadual de Combate ao Desmatamento já realizou 22 edições da operação Amazônia Viva, em conjunto com forças de segurança do Estado, aumentou em 1000% o número de fiscais, fechou 62 garimpos ilegais, apreendeu mais de 10 mil metros cúbicos de madeira ilegal, 550 equipamentos, 144 armas de fogo e destruiu 117 acampamentos ilegais”.
(G1 PARÁ)












