
PARÁ – Um fenômeno natural que aconteceu na capital paraense na noite de quinta-feira, 9, impressionou moradores de Belém. Imagens que registram uma “chuva de raios” circulam nas redes sociais e misturam medo e admiração de quem conseguiu capturar fotos e vídeos do momento.
O fenômeno é comum nessa época de verão amazônico e pode ocorrer com frequência até setembro no meio da tarde, até início da noite. Mas para o fotojornalista Raimundo Paccó foi algo nunca visto. “Achei interessante, já andei pela Amazônia e nunca vi nada parecido. Uma sequência tão grande de raios em um tempo tão longo.
O mesmo fenômeno também impressionou o publicitário e fotógrafo Yan Fernandes, que fez da janela do seu apartamento no bairro de Batista Campos um registro que já teve mais de 7 mil compartilhamentos nas redes sociais.
“Tinham amigos compartilhando que tinha muito relâmpago no céu de maneira que nunca tinham visto recentemente. Aí eu fui realmente olhar pela janela e pensei: ‘Caramba! Tem muito relâmpago, vou fazer umas fotos do meu celular mesmo’. Não pensei em me preocupar de pegar câmera, nada disso. Usei o modo manual do meu celular, regulei, deixei um time de 4 segundos, que é o tempo que a luz entra no obturador e absorve tudo que entra de luz. E deixei na janela e fiz umas 10 ou 15 tentativas e saiu essa que gostei mais. Fiz ajuste de contraste e realce, não teve montagem, 95% da foto foi do céu”, conta Yan.

Fenômeno
Segundo o meteorologista da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Saulo Carvalho, os raios intra-nuvem são gerados e formados dentro da nuvem, sendo raro de atingirem a superfície. “Nuvens com raios acontecem pelo fato de que, como dentro da formação da nuvem em si e de chuva envolve muita energia, energia elétrica, energia mecânica, tem alguns casos em que, na ausência de água disponível, a nuvem acaba manifestando outro tipo de energia, energia elétrica”, explicou.
A nuvem de raios da noite de quinta-feira, 9, veio do litoral e chegou na capital acompanhada de rajadas de ventos e chuva normal para o período (5mm).
“Em função da proximidade do oceano Atlântico, existe muito vapor e como correntes de ventos se propagam continente adentro, à medida que esse vapor entra no continente, ficam propícias à formação de nuvens”, ressaltou o especialista.
Apesar de nesse episódio específico os raios terem ocorrido intra-nuvem, Carvalho alerta que todos os cuidados devem ser tomados para evitar acidentes, como não usar equipamentos eletrônicos na tomada, se abrigar em estrutura que ofereça proteção adequada e se afastar de lugares com árvores.
(G1)












