Polícia Civil cumpre mais seis mandados de busca e apreensão na Operação Catarse

quarta-feira, 17 de abril de 2019 às 09:00
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Os mandados foram cumpridos em cinco endereços na cidade de Palmas e um em Natividade. Foto: Divulgação / SSP

PALMAS – A Polícia Civil cumpriu mais seis mandados de busca e apreensão em nova fase da Operação Catarse, que investiga a existência de funcionários fantasmas no Governo do Tocantins e na Assembleia Legislativa. Os mandados foram cumpridos em cinco endereços na cidade de Palmas e um em Natividade nessa terça-feira (16).

Nos mandados expedidos juíza Renata do Nascimento, da Vara Criminal da Comarca de Paraíso do Tocantins, também foi determinado que os chefes da Secretaria de Segurança Pública (SSP) não fossem avisados da nova fase da operação, como prevê o novo manual da Polícia Civil sancionado pelo governador Mauro Carlesse.

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Durante a operação, celulares, notebooks e documentos de interesse para a investigação foram apreendidos. Os alvos da investigação foram Fagner Vieira Lima, Jaiana Rodrigues Cardoso Gomide, Tânia Márcia Rosalves Lopes, Elaine Rocha Chaves Menegon, Jânio Potengi Cirqueira de Carvalho e Elmar Batista Borges. As defesas deles ainda não foram localizadas para comentar o caso.

“No presente caso, praticamente todos os mandados de busca e apreensão expedidos estão endereçados à Comarca de Palmas/TO, não constituindo nenhum disparate afirmar que a comunicação prévia à chefia da unidade policial envolvida poderá redundar em grave perigo ao bom êxito das investigações”, disse a juíza na decisão que autorizou a nova fase da Operação Catarse.

A operação

A Operação Catarse é uma força-tarefa de várias delegacias do estado para investigar danos ao erário público. As investigações começaram após denúncias de funcionários fantasmas do governo do Estado em Araguaína, norte do Tocantins, em dezembro de 2018. Depois, mandados foram cumpridos na Secretaria-geral de Governo, no Palácio Araguaia, onde os agentes encontraram indícios de que 300 funcionários estariam recebendo sem trabalhar.

Gabinetes de deputados também já foram alvo da operação Catarse. Três funcionários da Assembleia Legislativa chegaram a ser presos preventivamente. Neste caso, a suspeita é de que assessores parlamentares tinham que devolver a maior parte do salário para pessoas ligadas aos parlamentares. (Redação Voz do Bico, com informações do G1 Tocantins)

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