
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou uma mudança na cobrança da energia que só valerá a partir de janeiro do ano que vem, mas os consumidores do Tocantins já planejam reduzir o valor da conta. É a tarifa branca que pode gerar uma economia de até 20%.
No primeiro momento, a tarifa branca deverá estar disponível para residências e comércio com consumo superior a 500 kWh por mês. A partir de janeiro de 2019, o serviço também vai ser oferecido para aqueles com consumo superior a 250 kWh/mês. Já a partir de janeiro de 2020, todos os consumidores residenciais e de comércio terão acesso a ela, exceto aqueles de baixa renda, que hoje têm tarifa subsidiada e não teriam vantagem com a mudança.
De acordo com a Aneel, a tarifa branca deve ser de 10% a 20% mais barata que a convencional. O principal objetivo da tarifa branca é incentivar o deslocamento do consumo de energia para horários fora da ponta de consumo, quando a rede de transmissão, por exemplo, opera com capacidade ociosa.
A medida não é obrigatória. Os consumidores podem optar por ela ou manter a cobrança de sua conta de luz como ocorre atualmente. O empresário André Cutrim, morador de Araguaína, diz que vai aderir. “Tudo o que vier para redução de custos principalmente com energia elétrica, que tem o custo elevado, que pesa na renda do trabalhador, da pessoa comum, é válido. Então, se eu tiver que optar, vou optar mesmo. Só que o ideal para todos nós é consumir menos”.

A medida vai ser uma opção para quem paga caro pela energia. A aposentada Amélia Nazareno tem uma infinidade de aparelhos elétricos em casa e no fim do mês o valor da conta de luz fica nas alturas. “Ela varia de R$ 400 e esse mês agora, ela chegou no valor de R$ 710,44. Então, geralmente existe essa variação, mas a tendência é aumentar”, contou.
O engenheiro eletricista, Leonardo Uchoa, explica que a intenção é incentivar o consumo de energia no horário fora de ponta. “A gente quer que tire o consumo de horário de ponta porque a tarifa branca é num horário bem mais barato para produzir energia. Horário que não está afogado o sistema de transmissão. Então, utilizando energia nesse horário vai ser mais barato e vai ajudar o sistema a operar melhor”, explicou o engenheiro eletricista, Leonardo Uchoa.
Ele diz ainda que o tocantinense terá que mudar os hábitos. “Não adianta mudar para a tarifa branca achando que vai economizar, a gente tem que entender quais são os nossos hábitos e optar pela melhor tarifa. À vezes a convencional pode ser melhor, mas para comércio ou residências onde o pessoal viaja à noite ou trabalha à noite, a tarifa branca pode ser uma boa”.
Energia mais cara no horário de pico
O sistema da tarifa branca prevê 3 faixas de cobrança da energia: fora de ponta, intermediária e ponta. Fora de ponta é o período do dia em que a distribuidora registra menor demanda por eletricidade e, por isso, ela será mais barata para o cliente. Na faixa intermediária e de ponta vão estar os horários em que a demanda é maior e, por isso, a energia terá um preço mais alto.
O chamado horário de pico tem duração de três horas, sempre no período noturno. O intermediário será sempre uma hora antes e uma hora depois do horário de pico. Essas faixas variam para cada uma das 63 distribuidoras do país. A divisão pelas três faixas de consumo será válida apenas para os dias úteis. Durante os finais de semana, será cobrado sempre o valor referente ao fora de ponta, ou seja, mais barato.
(G1/TOCANTINS)












