Demandas judiciais envolvendo direito do consumidor têm aumento de 35% no Tocantins

quinta-feira, 12 de março de 2020 às 09:17
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O MPTO atende à população em problemas coletivos. Para demandas individuais, o Procon deve ser acionado. Foto: Germano Lüders/Exame.

TOCANTINS – Dados dos últimos dois anos demonstram que, judicialmente, em todo o Estado, o Ministério Público Estadual do Tocantins (MPTO) foi responsável por cerca de 900 registros envolvendo direito do consumidor, seja por manifestações em processos ou por ajuizamento de ações. Destes, 531 foram de atuações no ano de 2019 e 345 em 2018, o que corresponde a um aumento de 35%.

As demandas são bem diversificadas e envolvem casos como propaganda enganosa, comercialização de alimentos e outros produtos fora do prazo de validade, contratos abusivos de fornecimento de água, luz, telefone, planos de saúde, vícios em produtos e vários outros casos de lesão ao consumidor.

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Nas principais cidades do Tocantins, o Ministério Público conta com promotorias de Justiça especializadas para esse tipo de atendimento, porém, em todas as comarcas é possível requerer a atuação ministerial.

Não é atribuição da Instituição a defesa de interesse individual de um consumidor (que neste caso é orientado a se dirigir ao Procon), e sim a tutela de interesses e direitos coletivos dos consumidores.

O promotor de Justiça Rodrigo Grisi Nunes, titular da 15ª Promotoria de Justiça de Palmas, explica que o trabalho do Ministério Público na área do consumidor tem uma abrangência muito maior no que diz respeito à atuação extrajudicial, por meio da instauração de procedimentos administrativos e realização de diligências investigatórias que podem resultar, basicamente, em uma recomendação administrativa, numa solução negociada para o problema, por meio da assinatura de um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC).

“Os TACs, por exemplo, possuem previsão de aplicação de multa em caso de descumprimento das obrigações pactuadas e podem, inclusive, levar ao ajuizamento de uma ação coletiva perante o Poder Judiciário, visando à proteção do consumidor”, explica.

A denominada Operação Pró-Consumidor, conduzida pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do Consumidor, em parceria com diversos órgãos como Procon e Vigilância Sanitária, é realizada principalmente no interior do Tocantins e ganhou notoriedade pelo Estado.

A comercialização de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), a venda clandestina de carne, comercialização de produtos com validade vencida e ausência de alvará de funcionamento são algumas práticas que passam pelo crivo rigoroso dos fiscais.

Com a proximidade do dia 15 de março, Dia Internacional do Consumidor, é bom ficar atento para as ofertas e promoções atrativas, muitas vezes enganosas. Por isso, ao sinal de qualquer abuso e violação de direitos, procure um órgão de Defesa do Consumidor.

(MP/TO)

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