Dia Nacional de Combate à Sífilis será lembrado neste sábado com várias ações no Tocantins

quinta-feira, 18 de outubro de 2018 às 17:53
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Foto: Divulgação / MD Saúde

PALMAS – Mais de 1.400 casos de Sífilis foram registrados no Tocantins só no ano passado e, para alertar a população sobre os cuidados com a doença, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) tem estimulado os municípios a realizarem ações no próximo sábado (20), Dia Nacional de Combate a Sífilis. São ações para alertar a população sobre a gravidade da doença, formas de prevenção e tratamento.

Conforme a SES, os profissionais e gestores de saúde devem fazer atividades com vistas a enfatizar a importância do diagnóstico e do tratamento adequado da Sífilis na gestante, durante o pré-natal, e da Sífilis em ambos os sexos como infecção sexualmente transmissível, podendo ser realizadas ações de orientação e prevenção.

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Este ano o slogan da campanha é #sífilisnão – Teste/Trate/Cure – você pode ter e não saber. O objetivo é alcançar a maior parte da população, promovendo sua divulgação nos meios de comunicação e incentivando os municípios a realizarem testes rápidos e ações de mobilização para alertar a população para a gravidade da doença.

Dados

De 2014 ao ano passado, 1.025 gestantes foram notificadas com sífilis no Tocantins, somente no ano passado, 1.158 pessoas foram notificadas com sífilis adquirida e 288 com sífilis congênita, aquela transmitida de mãe para filho.

Além da prevenção à Sífilis, a campanha também aproveita para divulgar a acessibilidade aos testes rápidos em locais mais próximos do usuário na rede pública de saúde, na qual o Estado vem promovendo a formação de novos profissionais habilitados nos municípios para realização da técnica que permite, tanto o diagnóstico como a avaliação para sífilis nas Unidades Básicas de Saúde.

A doença

A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Podem se manifestar em três estágios. Os maiores sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença.

Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis, principalmente as gestantes, pois a sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer.

Quando a sífilis é detectada, o tratamento deve ser indicado por um profissional da saúde e iniciado o mais rápido possível. Os parceiros também precisam fazer o teste e ser tratados, para evitar uma nova infecção da mulher. No caso das gestantes, é muito importante que o tratamento seja feito com a penicilina, pois é o único medicamento capaz de tratar a mãe e o bebê. Com qualquer outro remédio, o bebê não estará sendo tratado. Se ele tiver sífilis congênita, necessita ficar internado para tratamento por 10 dias. O parceiro também deverá receber tratamento para evitar a reinfecção da gestante e a internação do bebê. (Redação Voz do Bico, com informações da SES)

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