
Um levantamento feito pela Secretaria de Cidadania e Justiça apontou que 43 presos fugiram de cadeias e presídios do Tocantins até novembro de 2017. Foram, pelo menos, oito fugas registradas, segundo os números oficiais. Até o momento 20 criminosos foram recapturados e os demais continuam foragidos. Os números superam todo o ano de 2016 e refletem a superlotação e falta de investimentos nos sistema prisional do estado.
No ano passado, conforme o levantamento da secretaria, houve sete fugas. Sendo que 31 criminosos fugiram e 29 foram recapturados. O Tocantins conta com 44 unidades prisionais, que juntas têm capacidade para 1.948 presos. Atualmente, são 3.556 pessoas cumprindo pena.
Enquanto isso, o terreno onde deveria ser construído o maior complexo prisional do Tocantins, em Palmas, está tomado pelo mato. Após a troca de comando na secretaria, o governo informou que estão em andamento licitações para a construção de um novo presídio e a reforma de outros três. Até agora, as obras não começaram.
Além da falta de novas vagas, há também a falta de funcionários para trabalhar nos presídios. Após deixar a secretaria em outubro deste ano, a ex-secretária Gleidy Braga denunciou o déficit de pessoal.
Segundo ela, seria necessário pelo menos mais 400 servidores em todo o estado. “Tem unidades que precisam de no mínimo de 15 servidores, mas só tem cinco e mais cinco ou seis contratos […] ainda em agosto apresentamos a necessidade de um novo curso de formação de forma rápida para garantir a nomeação o quanto antes do quadro. Precisa de pelo menos mais 400 servidores.”
A maior fuga registrada em 2017 ocorreu na Casa de Prisão Provisória de Palmas, no dia 5 de novembro. Ao todo, 22 presos escaparam das celas e explodiram um dos muros da unidade. Dez foram capturados antes de deixar o local, mas 12 conseguiram escapar. Cindo deles foram recapturados dias depois e sete continuam foragidos.
(G1/TOCANTINS)












