Policiais Penais do Tocantins rejeitam possível nomeação de Hélio Marques para a SECIJU

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025 às 11:10
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Polícia Penal do Tocantins. – Foto: Divulgação

PALMAS – Uma onda de forte insatisfação movimentou a Polícia Penal (PP) do Estado do Tocantins nesta semana, após rumores nos bastidores apontarem a possível indicação do policial civil Hélio Marques para assumir o comando da Secretaria da Cidadania e Justiça (SECIJU). A reação da categoria ganhou força rapidamente, com manifestações internas que indicam uma rejeição veemente ao nome de Marques.

A nomeação, que, segundo informações, poderia se concretizar nos próximos dias, ainda não foi confirmada oficialmente pelo governo estadual. No entanto, a mera possibilidade já mobilizou os policiais penais em um apelo direto ao governador Wanderley Barbosa (Republicanos) para que reavalie a decisão.
Histórico de Atrasos Causa Descontentamento

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O principal ponto de discórdia levantado pelos integrantes da Polícia Penal está na avaliação da gestão anterior de Hélio Marques na mesma pasta. Marques, que atualmente é secretário executivo da SECIJU e tem um salário de R$ 26.361,44 (conforme o Portal da Transparência), já atuou como secretário executivo e ordenador de despesas da pasta.

Segundo fontes da categoria, durante o período em que ocupou os cargos, Marques não teria contribuído para avanços significativos voltados à Polícia Penal. Os servidores alegam que questões consideradas essenciais para o funcionamento da corporação e para os próprios policiais sofreram com atrasos recorrentes e prolongados sob sua gestão. Entre os pontos citados, estão:

Pagamento de Diárias;

Plantões Extras;

Indenizações.

“Um Cargo pelo Cargo”

Para os policiais penais, a possível nomeação de Hélio Marques representa, na visão da categoria, apenas “um cargo pelo cargo”, sem que haja um diálogo real ou alinhamento com as demandas críticas da Polícia Penal. Os servidores argumentam que a escolha de um nome sem um histórico de apoio comprovado à categoria e sem conhecimento aprofundado das necessidades estruturais e operacionais pode, segundo afirmam, agravar ainda mais os problemas já enfrentados pela corporação.

A Polícia Penal reforça a necessidade de um gestor que demonstre compromisso com a valorização e a melhoria das condições de trabalho da categoria, e manifesta a expectativa de que o governador Wanderley Barbosa leve em consideração o apelo da corporação ao tomar a decisão final sobre o comando da SECIJU.

(Fonte: Tocantins em Voz)

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