Menino tem parte de dedo arrancado por macaco criado em cativeiro

segunda-feira, 25 de setembro de 2017 às 16:02
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Macaco foi entregue ao Naturatins após morder menino. – Foto: Divulgação/Naturatins

Um macaco prego, que passou 12 anos preso em um cativeiro, foi entregue ao Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) após arrancar parte de um dedo de uma criança. Segundo o órgão, o animal vivia em uma casa em Lagoa da Confusão, era alimentado de forma errada e ainda mantido preso a uma corrente.

O Naturatins contou que o caso aconteceu na última terça-feira (19), mas a informação só foi divulgada nesta segunda-feira (25). A Guarda Municipal de Lagoa da Confusão, que fez o atendimento, informou que o macaco teria ficado com ciúmes de uma mulher que cuidava dele. O menino também teve ferimentos no braço e na perna. Ele foi levado para o Hospital Regional de Paraíso do Tocantins.

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O Naturatins alerta a população para não retirar os animais da natureza e não mantê-los em cativeiro, pois eles podem transmitir várias doenças e causar acidentes graves.

A supervisora da Fauna do Naturatins, a veterinária Grasiela Pacheco, explica que muitas pessoas, ao encontrarem um filhote de primata, podem achar o animal dócil e muito atraente devido às características próximas ao ser humano. Mas segundo ela, quanto maior as semelhanças, maior é a facilidade na transmissão de zoonoses através do convívio.

A gestora disse ainda que com a maturidade sexual, o extinto selvagem do animal aflora, e com o manejo errado, ele pode ficar agressivo e provocar acidentes.

O macaco prego foi levado para Palmas, onde receberá os cuidados. De acordo com a supervisora, quanto mais tempo o animal silvestre fica em confinamento domiciliar, mais longa é a reabilitação para retornar a natureza, o que gera custos e um trabalho especializado.

“Eles já sofrem com a perda do ambiente natural, as queimadas, caça, barramentos nos rios, tráfico de animais silvestres, já que o Tocantins está na rota. E ainda existe essa cultura de retirar os animais da natureza e criar ilegalmente em casa”, disse.

Caso seja encontrado algum filhote perdido ou um animal silvestre ferido, o morador deve informar o órgão ambiental pelos números 3218-2677, Linha Verde 0800 63 11 55, ou em qualquer um dos 15 escritórios regionais.

(G1/TOCANTINS)

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