Adapec cria programa estadual de prevenção à Doença da Vaca Louca

quinta-feira, 12 de julho de 2018 às 09:56
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A principal forma de transmissão da doença está associada a alimentação dos animais. Foto: Delfino Miranda/Governo do Tocantins

TOCANTINS – Com os objetivos de prevenir a ocorrência de casos da doença da vaca louca e estabelecer normas para aprimorar a situação sanitária do rebanho de bovinos no Tocantins, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) instituiu o Programa Estadual de Prevenção e Vigilância da Encefalopatia Espongiforme Bovina (PEEEB), que desenvolverá ações de prevenção à doença.

Conforme a Adapec, o programa vai realizar ações para evitar a entrada do agente da doença no Tocantins, aplicar medidas de mitigação de risco e manter um sistema de vigilância para detecção de animais infectados. As Unidades Veterinárias Locais da Adapec ficam responsáveis por executar a ações do programa e enviar informações e dados sobre as atividades à coordenação do PEEEB, que responsável por estabelecer estratégias para execução das ações de prevenção e vigilância da doença no Estado.

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O presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha, disse que a implantação do programa é um passo a mais que o Tocantins está dando na defesa sanitária do rebanho. “O Ministério da Agricultura já tinha feito esta orientação à Adapec e estas questões relacionadas às Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis eram tratadas junto com o programa da raiva dos herbívoros, porém, agora, implantamos um programa específico, para melhorar a política de vigilância e defesa sanitária, relacionada a esta doença”, garantiu.

A doença da vaca louca é uma encefalopatia neurodegenerativa fatal em bovinos e que pode ser transmitida ao ser humano por meio do consumo de carne infectada. A enfermidade não tem tratamento ou vacina. A principal forma de transmissão da doença está associada ao uso de proteínas de origem animal, como farinha de carne e ossos na alimentação dos animais.

Os animais acometidos pela doença podem apresentar comportamento agressivo, nervosismo, dificuldade de coordenação, diminuição da produção de leite e perda de peso. A doença é fatal e o animal pode morrer entre duas semanas e seis meses após os sintomas.

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