Vereadores estão na Cadeia de Augustinópolis e vereadoras devem ser encaminhadas para Babaçulândia

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019 às 17:57
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Cadeia Pública de Augustinópolis. Foto: Divulgação / Internet

Alan Milhomem / Portal Voz do Bico

AUGUSTINÓPOLIS – A Polícia Civil informou que os oito vereadores presos na manhã desta sexta-feira (25) foram encaminhados à Cadeia Pública de Augustinópolis, mas as duas vereadoras devem ser encaminhadas ao Presídio Feminino de Babaçulândia, que é a unidade prisional para mulheres mais próxima. Os parlamentares foram presos em operação que investiga a cobrança de propina pelos vereadores para aprovar projetos da prefeitura.

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Ainda de acordo com a polícia, o vereador Edvan Neves (Neguim da Civil), quando se apresentar, deve ser encaminhado a outro presídio, pois é policial e já foi diretor da Cadeia de Augustinópolis. O vereador Antônio Queiroz continua foragido.

Na operação desta sexta-feira, a Justiça decretou a prisão preventiva de 10 dos 11 vereadores de Augustinópolis. Eles estariam recebendo o pagamento mensal de R$ 1 mil de R$ 8 mil para a aprovação de projetos do Executivo. O esquema teria movimentado cerca de R$ 40 mil por mês. Desde 2017, a polícia suspeita que o esquema tenha causado um rombo de R$ 1,5 milhão aos cofres públicos.

Foto: TV Anhanguera

A Justiça também determinou ainda 3 mandados de condução coercitiva e 14 mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Augustinópolis e na Câmara de Vereadores. O secretário de Administração, Paulo Esse, e o de Controle Interno, Pedro Amaro, também serão ouvidos pela polícia.

Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça mostraram os vereadores cobrando um “extra” para aprovar os projetos encaminhados pela prefeitura. Apenas o presidente da Câmara, que não está sendo investigado neste momento, continua no cargo. Ele também foi levado para prestar depoimento. Embora tenha mandados de busca e apreensão na prefeitura, o chefe do executivo municipal Júlio Oliveira não é investigado.

O outro lado

A advogada Cássia Cayres atua na defesa dos vereadores Antônio Silva Feitosa, Antônio Barbosa Sousa, Ozeas Gomes Teixeira, Angela Maria Silva, Francinildo Lopes Soares e Edvan Neves Conceição, disse que eles usaram o direito constitucional de ficarem calados porque a defesa não teve acesso ao processo.

“Nós não tivemos acesso a nada ainda. Tem mais de 120 páginas de escuta telefônica e está tudo em segredo de Justiça. Juntei as procurações e vou entrar com pedido para ter acesso ao processo”, disse Cássia Cayres.

O advogado Fábio Alcântara atua na defesa dos vereadores Maria Luisa de Jesus (Luizinha) e Wagner Mariano Uchôa (Vaguim do Hospital). Ele disse que os vereadores ficaram calados e que não teve acesso aos autos do processo, mas assim que tiver entrará com pedido de habeas corpus. Ele considerou a ação da polícia desproporcional.

Escutas telefônicas mostram os vereadores de Augustinópolis cobrando o “extra” para aprovar projetos

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