Acadêmicos da Unitins reclamam da direção, ingerência em coordenação e fechamento da Casa Práxis

quarta-feira, 17 de Maio de 2017 às 11:18
            Prédio da Casa Práxis, trancada com cadeado e com Notificação Extra Judicial pregada na porta.

Os acadêmicos de direito da Unitins do Câmpus de Augustinópolis, estão indignados com o que avaliam como “uma péssima gestão da instituição, principalmente com a administração do Câmpus de Augustinópolis”. Em contato com a redação porta do Voz do Bico, um  grupo de acadêmicos reclamam de descaso e abandono. “Tudo isto é visível, tanto por parte da direção quanto das coordenações”, pontuou um dos acadêmicos.

Já outro manifesta que “Muitos são os problemas que vêm ocorrendo no câmpus”, citando desde a falta de limpeza, onde, segundo eles, o diretor Fábio Alcântara põe a culpa na falta de produtos de limpeza; a constante falta do coordenador no posto de serviço. “Por sinal, tem coordenador sendo apelidado de “coordenador visagem”. Já outro acadêmico reclama que a coordenadora do curso de contabilidade, Gisele Padilha, esposa do coordenador do curso de Direito, Irineu Vagner, interfere o tempo todo “para tentar tapar o buraco”.

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DESCASO

Eles lembram que isto teria acontecido quando o coordenador do curso de direito ficou ausente da instituição por mais de 25 dias; neste período, sem substituto, os acadêmicos foram informados que o coordenador estava cursando mestrado em São Paulo e deixando informalmente a coordenadora de contabilidade respondendo pela coordenação de direito. “Essa excessiva interferência da coordenadora de contabilidade no curso de direito tem causado danos no nosso aprendizado que talvez não seja reparado tão cedo”, lamentam os estudantes.

Os acadêmicos queixam de outro fato ocorrido recentemente. Conforme relatado por eles no dia 09 de maio, o coordenador do curso de direito, visitou as salas de aula do câmpus pedindo desculpas por ter esquecido de informar e convidar os alunos para participarem de uma gincana em comemoração aos 35 anos de Augustinópolis, organizada pela Secretaria de Educação do Município. Alguns acadêmicos indignados com o que consideraram mais um descaso, foram em busca de mais esclarecimento. Ficaram sabendo que apenas uma única turma, do curso de contabilidade, tinha sido comunicada em tempo hábil sobre a gincana, e que esta única turma iria representar a Instituição de Ensino Superior no Evento (IES) no evento.

ESTRELINHAS

Junto a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) obtiveram informação que a Secretaria enviou um Oficio Circular para a FABIC e UNITINS, convidando as duas instituições para participarem no dia 10 de maio, de uma gincana em comemoração ao aniversário de 35 anos de Augustinópolis, e que o oficio direcionado a UNITINS, estava nominado para o Diretor do Câmpus de Augustinópolis; recebido e protocolado pela a Coordenadora do Curso de Contabilidade, Gisele Padilha, no dia 03 de maio de 2017, no mesmo dia, às 9h aconteceu uma reunião no prédio da SEMED, com os representantes das Instituições. Representando o Câmpus da Unitins estava a Coordenadora Gisele Padilha.

Indagada da participação da Unitins no evento, segundo os acadêmicos, Gisele Padilha teria respondido “que o curso de direito não iria participar, pois os acadêmicos de direito se acham estrelinhas e são desorganizados, já o de enfermagem nunca tem tempo e que apenas uma turma, a de Ciência Contábil, tinha capacidade para participar da gincana”. O comentário ao chegar ao conhecimento dos acadêmicos, gerou grande discursão nas redes sociais, deixando os acadêmicos perplexo e indignados com o que consideraram “grande falta de ética e respeito”. A tempo: A Unitins perde a gincana para a Fabic.

ENERGIA E CASA PRÁXIS

Para estremecer ainda mais esta relação, a  energia do prédio da instituição foi cortada por falta de pagamento no último dia 10 e os alunos ficaram sem aula. A Casa Práxis, onde funciona o Núcleo de Pratica Jurídica do campus; local para os acadêmicos praticam o seus estágios do Curso de Direito e atendem a comunidade hipossuficiente que necessitam de orientação jurídica, está fechada, trancada com um cadeado. Conforme os acadêmicos por falta de pagamento do aluguel do imóvel, impedindo os acadêmicos de cursarem seus estágios.

Acadêmicos estão “impedidos” de usarem a Casa Práxis para treinarem práticas jurídicas

Os alunos querendo tomar pé da situação procuraram o dono do imóvel e lhes foram fornecido cópia de um documento que explica a situação, declarando que o diretor do câmpus, José Fábio de Alcântara Silva, recebeu no dia 08/11/2016 as 15h16min, uma notificação extrajudicial, notificando a IES referente ao atraso no aluguel do imóvel localizado na Avenida Goiás, onde funciona a Casa Práxis e o Núcleo de Prática Jurídica da Unitins, informando também os alunos que o contrato de aluguel, ora com parcelas em atraso, venceu no dia 25 de abril de 2017, e até o presente momento o Diretor não o procurou regularizar a questão junto ao proprietário.

POLITICAGEM

Os acadêmicos que procuraram a redação do portal Voz do Bico falam que o que está acontecendo na instituição é a “velha politiquinha meia boca de privilégios”, e isto está, ainda conforme eles, acabando com o bom funcionamento da instituição. “O que temos presenciado acarreta perseguição a professor, a funcionários, a acadêmicos, impossibilitando que a IES preste serviços em prol da comunidade do Bico do Papagaio através de parcerias com os municípios da região”, frisou outro acadêmico.

Os acadêmicos “pedem clemencia” ao Governador Marcelo Miranda e para Reitoria da Unitins, Elizângela Glória Cardoso e dizem que só procuraram a imprensa por recorrerem exaustivamente a ouvidoria da IES e a situação só piora. “Precisamos urgentemente de um canal de conversações com as autoridades governamentais, reitoria e direção da Unitins. O que não podemos é permitir que tudo continue como se encontra e vermos impassíveis a IES caindo no descredito junto a sociedade e acadêmicos”, finalizaram.

Notificação Extra Judicial cobrando alugueis atrasados
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