Amélio Cayres fala sobre eleições 2020 e pandemia

segunda-feira, 27 de abril de 2020 às 17:59
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Dep. Amélio Cayres. Foto: Koró Rocha.

BICO – Iniciando a série de entrevistas com os parlamentares mais presentes e com domicílio eleitoral na região do Bico do Papagaio, o portal Voz do Bico conversou com o deputado estadual Amélio Cayres de Almeida (SD). Reeleito para o seu quarto mandato, com 22.980 votos obtidos em 2018, ele é o quarto deputado mais votado entre os 24 eleitos.

Deputado, quais as expectativas para as eleições 2020?

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O momento em que vivemos, com a pandemia do coronavírus, atrapalha um pouco, pois tínhamos várias filiações e alguns eventos entre os pré-candidatos, a exemplo do que foi feito em Praia Norte, e tivemos que adiar ou mesmo cancelar em virtude de não poder haver aglomerações. Mas de forma silenciosa e cumprindo o que a lei determina quanto aos prazos legais, a expectativa é muito grande.

E como foi o processo de coligação diante da situação?

Mesmo assim fizemos várias coligações na região e vamos trabalhar para que o partido cresça neste momento em que vive o país e as pessoas vivem uma onda de descrença quanto à política, mas essa questão partidária tem que ficar um pouco de lado, principalmente na nossa região, pois devemos focar em resultados e nas pessoas. Mas a expectativa é muito grande, temos bons nomes, bons pré-candidatos e esperamos que o partido possa contribuir com a democracia e dar mais opções para a comunidade como um todo para as escolhas das candidaturas para as próximas eleições.

Existem dois nomes no seu grupo político em Augustinópolis que podem disputar a eleição para o Executivo, o ex-prefeito Antônio do Bar, que é seu irmão, e o prefeito Júlio Oliveira, filiado em seu partido. O senhor acha que mais para frente eles vão lançar candidatura?

É uma questão de grupo. Tem também o Roni Teodoro (PP), que sempre foi ligado ao nosso grupo, sempre apoiou minhas candidaturas anteriores, que também já se manifestou como pré-candidato. Evidentemente, há outros candidatos, a gente considera aí em Augustinópolis todos os três um só grupo, tanto o prefeito Júlio, como o Roni, como o Antônio do Bar. Esperamos que lá na frente possa haver uma convergência e uma candidatura única. Não havendo, a gente vai procurar, de certa forma, conduzir para aquilo que é o melhor caminho.

E qual seria o melhor caminho?

A minha intenção é unificar o grupo, já que todos são aliados nossos, para que cheguemos a um consenso. Não havendo, não teria como a gente deixar de seguir a candidatura do próprio Antônio do Bar. Mas espero que haja um consenso entre essas candidaturas, pois são três pessoas experientes, que têm feito muito pela cidade, sabem da real situação da cidade, e do que realmente ela precisa.

Quais o nomes do Solidariedade nas cidades do Bico do Papagaio?

Temos nomes com condições para serem candidatos em praticamente todos os municípios, dentre eles alguns com pré-candidatura firmada, como em Riachinho, com o Adailson, e Nazaré, com a prefeita Elvira e vários vereadores; em Buriti, com a Lucilene Brito, esposa do ex-prefeito Mazin; em Sampaio, com o Armindo Cayres; Ho-Che-Min Araújo em Praia Norte. Em Augustinópolis o partido está com o prefeito Júlio Oliveira, que ainda não se manifestou quanto à candidatura. Temos o Alberto Moreira em São Miguel o Ednic Renê em Maurilândia; o pré-candidato Paulo Macedo em Itaguatins.  Em Tocantinópolis tivemos a grata satisfação de ter a filiação do Salomão, importantíssimo pré-candidato. Temos o Osemar mousinho em Araguatins. Ou seja, o partido está muito bem representado na região do Bico do Papagaio. Há outras situações em que nos aliamos com outros partidos para apoiar um candidato que é de nossa simpatia, a exemplo do Dr. Armando Alencar, em Esperantina; o Rian do Edvaldo, em São Sebastião; Dona Salvelina, em Carrasco Bonito.

A pandemia está influenciando nas questões eleitorais?

Sem dúvida, até porque que o próprio TSE [Tribunal Superior Eleitoral] cogita adiar as eleições. Eu acho que o momento requer isso, seria incoerência nossa deixar de pensar no que está acontecendo na vidas das pessoas para pensar em política partidária. Mas infelizmente, os calendários não foram modificados, independentemente de qualquer situação eles estão sendo respeitados. Eu acredito que possa adiar, mas em torno de 30 a 60 dias, não pode haver maior adiamento das eleições, por uma questão jurídica, constitucional, do princípio da anuidade. Mas neste momento devemos pensar mais na sociedade, evitar que essa situação se alastre. Eu sou a favor de cancelar as eleições, para que as próximas sejam unificadas, mas é uma questão constitucional, não se muda uma eleição até um ano antes da próxima.

O que está definido quanto ao funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento em Augustinópolis para uma possível emergência de infectados com a COVID-19 na região?

A pandemia é preocupante, principalmente devido aos casos que já surgiram na nossa região. Eu vou procurar do secretário do Estado para que volte atrás sobre a decisão tomada por nós e pelo promotor Paulo Sérgio, onde solicitaram como apoio para tratamento à pandemia, a UPA de Augustinópolis, e infelizmente o secretário não viu isso como sendo de extrema necessidade. A solicitação é de todos os prefeitos da região que estariam dispostos a ajudar e contribuir para a abertura da UPA. Esperamos que o secretário e o governador possam repensar essa decisão. Espero que a comunidade não venha a precisar, porque o fato de estar com COVID-19 não significa que precisa internar, a maioria fica em casa, em isolamento, mas caso haja necessidade, que a gente possa preparar essa UPA para que, se precisar, estar pronta.

O senhor acredita que toda essa situação pode influenciar na eleição.

Com certeza. Eu estarei aqui dando suporte àqueles que irão disputar as eleições, que Deus possa abençoar que seja escolhido quem for servir melhor à sociedade. É um novo momento, não só da questão eleitoral, mas da questão mundial, através das redes sociais, que serão importantes nesse momento, já foram nas últimas eleições presidenciais e acredito que será nessa para prefeito. Essa será mais importante ainda, eleições para vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, pois no município é que vivem as pessoas.

(Voz do Bico)

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